Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 10/12/2020

No filme “A Menina que roubava Livros”, a vida da personagem Liesel é veemente transformada a partir do início de suas leituras. No entanto, fora da ficção, no Brasil hodierno, a prática da leitura não é amplamente apreciada e enfrenta desafios. Esse cenário antagônico é fruto tanto do baixo incentivo quanto da dificuldade de acesso pela população mais carente aos materiais de leitura. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Em primeira instância, é fulcral pontuar o baixo incentivo como promotor do problema. Nesse sentido, torna-se imprescindível destacar que a escola e o lar são pilares dessa discussão. Sob esse prisma, muitas vezes a leitura não é considerada lazer e sim obrigação, já que na escola, os estudantes precisam ler livros que eles não tem interesse para fazerem provas e ganharem nota, o que, ao invés de incentivar, acaba por tirar o interesse e o prazer da leitura. Além disso, a família também contribui para essa deficiência ao não dar incentivo aos filhos no lar desde a primeira infância. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura escolar e familiar de forma urgente.

Outrossim, é imperativo ressaltar a dificuldade de acesso pela população mais carente aos materiais de leitura. De acordo com dados da pesquisa “Retratos da Leitura” do Instituto Pró-Livro, 44% da população não pratica o hábito de ler. Partindo desse pressuposto, a falta de acesso à bibliotecas - que normalmente ficam nos grandes centros - contribuem para esse déficit, já que a população menos favorecida mesmo que se interesse por leitura não consegue ter acesso a ela.

Diante do supracitado, medidas exequíveis são necessárias para sanar a questão dos desafios para a prática da leitura na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o baixo incentivo, faz-se necessário que o Ministério da Educação, elabore uma cartilha direcionada as escolas, com informações básicas sobre os procedimentos de uma leitura viável para cada faixa etária, com o intuito de incentivar os estudante à ler. Somado à isso, é importante que a família se preocupe para que sempre haja no lar, material de leitura, e que não se force o hábito como uma obrigação, mas sim como um prazer. Além disso, é necessário que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Cultura será revertido na implementação de bibliotecas em áreas mais carentes das cidades, a fim de facilitar o acesso às pessoas mais carentes. Desse modo, com a efetuação de tais medidas, os brasileiros poderão ter suas vidas transformadas pelos livros, assim como visto em a menina que roubava livros.