Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 03/12/2020
De acordo com a teoria psicanalítica freudiana, as ações sofridas na infância exercem influência na vida adulta. Consoante a isso, nota-se que a falta de estímulo da leitura desde a primeira infância acaba por formar indivíduos sem o hábito da leitura. Além disso, a incidência de impostos sobre o livro acaba por inviabilizar o acesso, dificultando a concretização do hábito. Logo, medidas fazem-se necessárias para atenuar a problemática.
Primeiramente, cabe ressaltar que a falta de estímulo à leitura apresenta-se como um desafio a ser superado. Segundo Paulo Freire, pedagogo e filósofo brasileiro, aprender é um ato revolucionário e por esse ato o indivíduo percebe a sua condição e conhece sua capacidade de transformar o mundo. Contudo, a falta de estímulo à leitura, cerca de 44% da população brasileira não lê - segundo pesquisa do Instituto Pró-Livro - acaba por inviabilizar a concretização do pensamento do educador. Com isso, tem-se indivíduos incapazes de reconhecer o papel transformador que exerce no círculo social ao qual pertence.
Outrossim, a taxação dos livros é outro fator que interfere na problemática. Consoante ao pensamento do sociólogo brasileiro Herbert José, um país muda não pela sua política, economia ou ciência, mas pela sua cultura. Entretanto, a leitura, importante disseminadora das diversas culturas, com a taxação dos livros, acaba por ser inviabilizada, uma vez que a taxação, segundo o jornal O Globo, representa um aumento de 20% no preço. Devido a isso, tem-se a impossibilidade da disseminação e incentivo da cultura e também a inviabilização de qualquer transformação na cultura brasileira.
Destarte, medidas fazem-se necessárias para atenuar o imbróglio. Logo, cabe ao Ministério da Educação, junto às escolas, por meio de atividades lúdicas, como exemplo gincanas literárias, a fim de estimular o hábito da leitura. Ademais, cabe ao Congresso analisar, por meio de comissões, formas de atenuar a carga tributária sobre os livros.