Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 25/11/2020

O Brasil é um país que consome pouco e se interessa pela leitura. Mesmo que se espalhe cada vez mais pelo país e o número de leitores tenha aumentado, as estatísticas ainda mostram que esse consumo é pequeno. Isso se deve a muitos fatores, sejam eles políticos, econômicos, sociais ou mesmo culturais. Em um mundo onde a tecnologia está se tornando cada vez mais importante, as pessoas que são principalmente jovens e crianças são forçadas a desistir da leitura e entrar no mundo digital. Com tantos jogos e redes sociais, livros são substituidos nas horas vagas.

Outro fator de grande impacto é a cultura do país. Desde o período colonial, não existem livros sobre o desenvolvimento social, fato que foi confirmado pela alfabetização posterior. Segundo levantamento da Fecomercio-RJ, 70% dos brasileiros não liam em 2014, e esse percentual vem subindo em 2015. Além de fatores sociais e culturais, há também fatores políticos e econômicos. Na redução do interesse e do consumo dos brasileiros, o preço dos livros no país tem grande influência. Muitas pessoas descobrem que não podem pagar por eles, então não os leem.

A falta de incentivos governamentais também é o principal motivo. Em 2015, o consumo no mercado comum nacional caiu 0,81%. Some-se a isso a redução percentual no número de livros adquiridos pelo governo central, e esse número chega a 9,23%. Portanto, a importância dos incentivos governamentais à população é óbvia.

É necessário, portanto, que o país sofra uma mudança no cenário literário. Os brasileiros devem ler cada vez mais e para isso é necessário um conjunto de reformas. O governo deve aumentar os investimentos para esse setor e aumentar o incentivo, através de propagandas e feiras, como a Bienal do Livro, que leve esse mundo até a população. Deveria, também, firmar um acordo com editoras para reduzir o valor dos livros e torna-los mais acessíveis. E até disponibilizar bibliotecas e espaços para leitura por todo o país para que os moradores de baixa renda pudessem ter acesso à literatura. Assim, o Brasil sofreria um aumento de leitores e ainda passaria por transformações positivas na sociedade, como a presença de cidadãos mais conscientes, letrados e culturais.