Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 25/11/2020
O livro “A menina que não sabia ler”, do autor John Harding, retrata a história da menina Florence e de sua busca em aprender a ler sozinha para desvendar os mistérios de sua nova casa. Fora das telas, a narrativa apresenta uma analogia acerca da importância da literatura para a compreensão do mundo e de como, ainda assim, a prática da leitura apresenta desafios que precisam ser superados no Brasil. Nesse cenário, urge a necessidade de entender como a correria do mundo moderno, associada a falta de incentivo literário, acarreta consequências negativas para a formação de muitos brasileiros.
Em primeiro momento, é preciso compreender o que dificulta o processo de formação literária. Assim, a correria da vida contemporânea é fator que intensifica essa realidade. Dessa forma, o estresse oriundo desse cenário faz com que o homem se sinta cada vez mais cansado e, por isso, deixa em segundo plano atividades de lazer, como a leitura. Além disso, em muitos casos, devido aos preços estabelecidos por livrarias, livros e ebooks acabam por não fazer parte da realidade de consumo de muitas famílias cuja renda é mais baixa. Ademais, a falta de estímulo pelo hábito de ler em casa e nas escolas, consolida a literatura como uma obrigação, o que faz com que crianças e adolescentes se sintam desmotivados. Logo, nota-se a infeliz fragilidade da literacia no país.
Nesse sentido, uma sociedade que se consolida sem as bases de um bom letramento tende a ser altamente prejudicada, pois consoante ao líder sul-africano Nelson Mandela, “a educação é a chave mais poderosa para mudar o mundo”. Mediante a isso, uma comunidade regida pela escassez dessa forma de aprendizado possui seu sistema educacional fragilizado, o que interfere na formação plena de seus cidadãos. Outrossim, esse hábito é fundamental para a formação do pensamento crítico e da capacidade interpretativa. Assim sendo, com essas habilidades deficitárias a pessoa torna-se sujeita a acreditar em notícias falsas e a ser facilmente manipulada.
Destarte, é nítida a necessidade de medidas que solucionem os desafios enfrentados durante o processo literato. Portanto, cabe ao governo, por intermédio do Ministério da Saúde, a criação de programas sociais com o fito de incentivar a disseminação do conhecimento. Nesse contexto, tal ato será concretizado por meio da parceria com as prefeituras municipais, as quais distribuirão materiais gratuitos, realizarão campanhas para estimular a troca e doações de livros e constituirão projetos literários, como rodas de histórias que espalhem o costume de ler para locais mais marginalizados, a fim de atenuar as disparidades e proporcionar um progresso educacional. Com essas medidas, serão formados jovens curiosos como Florence para conhecer o poder da literatura.