Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 26/11/2020
No livro de Ray Bradbury “Fahrenheit 451”, há a exposição de um mundo onde os livros foram banidos e são queimados, assim como eram no governo de Hitler na Alemanha Nazista. No livro, Montag, um bombeiro, passa a se questionar sobre a real importância do livro para sociedade. Assim, é nítido que a leitura no Brasil é um ato desvalorizado é de pouca referência para outros países do mundo, devido aos valores elevados que são cobrados dos livros e ao incentivo equivocado nas escolas que tornam a leitura uma obrigação ao estudante.
Primeiramente, é valido analisar os altos preços cobrados pelos livros atualmente, dessa forma, é algo elitizado que apenas os que possuem alto poder aquisitivo são capazes de manter a compra constante. Ademais, a taxação de 12%, proposta pelo Ministério da Economia, que seriam tributados sobre o livro, aumentariam ainda mais o valor final do produto, prejudicando ainda mais os hábitos de leitura do brasileiro, uma vez que com os preços ainda mais altos o poder de compra, que várias classes têm atualmente, decairia. Conforme, Marcos Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, houve, em 2006 e 2011, a queda de 33% do preço médio dos livros e como resultado foram vendidos 90 milhões de exemplares a mais no país. Logo, esse cenário precisa ser revisto o quanto antes.
Em segunda análise, perceptível que a maneira como a leitura é abordada nas escolas, oferece ao aluno um olhar negativo ao hábito, desagradável, uma vez que se tornar obrigação, para fazer uma prova e tirar nota e não visando o prazer. Ademais, refletido na vida adulta e talvez influenciando os futuros filhos a não adesão do hábito de leitura, a prova disso, é o dado expressivo da Edição do Brasil, na qual afirma que uma pessoa lê cerca de 5 obras por ano, dentre esses quase a metade foram lidos em partes. Dessa forma, torna-se necessário medidas a fim de mudar a questão da prática de leitura no Brasil.
Torna-se imprescindível, portanto, a tomada de atitudes que mitiguem a questão dos maus hábitos de leitura do brasileiro. Para isso, é papel do Ministério da Educação – órgão responsável pela capacitação estudantil de crianças e jovens – investir na criação de bibliotecas públicas bem equipadas, por meio da compra de exemplares novos e atuais com variabilidade de gêneros para agradar diferentes gostos, afim de oferecer livros aos que não possuem condições de comprar. Além disso, cabe as escolas, criar projetos de leitura extracurriculares com o suporte de professores de língua portuguesa e literatura, com o intuito de incentivar a leitura como forma de lazer e distração.