Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 27/11/2020
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas), todos os cidadãos, possuem direito à educação. Contudo, o cenário visto pelos desafios para prática de leitura no Brasil impede que isso aconteça na realidade devido não só ao aumento dos impostos sob o preço dos livros, como também a falta de incentivo tanto dos pais quanto das escolas.
Deve - se destacar de início, a elevação dos impostos como um dos complicadores do problema. Segundo o Ministério da Economia, o preço do livro deve aumentar 20% com o fim da isenção de tributos. Diante disso, diversas livrarias são atingidas com a diminuição do consumo e o desemprego, sendo obrigadas a fecharem seus estabelecimentos. Por outro lado, há o desestímulo à leitura e à cultura, proporcionando a perda de qualidade no ensino do país. Logo, é preciso uma intervenção para modificar essa inaceitável questão.
Outrossim, vale ressaltar que a situação é corroborada pela ausência de encorajamento. Consoante aos dados do Instituto Pró-livro, 44% da população não lê. Certamente, esses números refletem o escasso incentivo da família e principalmente do sistema de ensino, que faz o livro ser visto somente como um objeto para realização de uma provas. Dessa forma, os indivíduos perdem a capacidade de ter um pensamento crítico, se tornando alienados e sendo manipulados pelas “fake news” que compõem o mundo globalizado de hoje. Em vista disso, é necessário que sejam tomadas atitudes pelas autoridades competentes para reverter essa problemática.
Portanto, para que os desafios para leitura deixem de fazer parte do cotidiano brasileiro, medidas precisam ser tomadas. Assim, o Ministério da Educação em parceria com a Família, deve promover campanhas por meio de propagandas, reportagens e debates em escolas. A fim de alertar a sociedade acerca da importância da leitura para formação de cidadãos críticos e justos. Dessa maneira, o direito à educação, registrado na Constituição, poderá ser plenamente vivido por todos.