Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 27/11/2020
A obra " Fahrenheit 451", de Ray Bradbury, escritor norte-americano, é uma distopia futurista em que a leitura tornou-se um crime de Estado, e, a função do corpo de bombeiros é apagar livros, os quais são objetos de repúdio da sociedade. Fora da ficção, nos dias atuais, esse sentimento de aversão à leitura caracteriza o cenário socioeducativo Brasileiro. E, que acarretam em barreiras que impedem o desenvolvimento literário do país, tais quais: infraestrutura inadequada bibliotecas e descaso familiar. Logo, torna-se imperioso ações públicas que estimulem, novamente, a prática da leitura no Brasil.
Em primeiro lugar, embora o hábito de ler cultive o senso crítico e reflexivo do indivíduo, maior parte da minoria de baixa renda não desfruta desse privilégio, uma vez que a infraestrutura arcaico das bibliotecas são menos atrativas a essa comunidade. E, consequentemente, a reclusão desses cidadãos aos ambientes de ensino, torna-se mais frequente no situação educacional vigente. Segundo o documentário " Leitores sem fim", apresenta uma condições que promove a exclusão dos brasileiros nas bibliotecas, em regiões de periferia, por serem ambientes fechados e escuros. Ademais, conforme o Instituto Pró-Livro, os fatores atrativos dessas instituições são acervos atualizados e as atividades culturais complementares. Dessa forma, é primordial uma transformação desses centros de saber para que haja adoção de livros pela sociedade com menor poder aquisitivo.
Além disso, a negligência familiar associada falta de incentivo escolar para ler, desencadear-se no desinteresse do público jovem pelos livros. Sendo um desrespeito a cidadania dos discentes, pois, de acordo com o artigo 205, da Constituição Cidadã, a educação é um direito de todos, e dever do Estado e da família incentiva-la com colaboração social. Em paralelo tal preceito, a realidade das escolas públicas, no brasil, não apresenta políticas extracurriculares que garanta legitimidade do principio. E, consoante a Aristóteles, filósofo grego, “a educação tem raízes amargas, mas os frutos são dóceis”, nessa óptica, os pais utilizam a leitura, erroneamente, como ferramenta de repreensão dos filhos. Que , assim, tanto a escola quanto a família atribui uma imagem negativa dos livros pelos menores.
Portanto, é indubitável reverter esta situação nefasta do setor educacional no país. Com objetivo de facilitar o acesso literário, cabe ao Ministério da Educação desenvolver um projeto de amplificação de redes de bibliotecas alternativas nas periferias, por meio de uma verba governamental direcionada para construção dessas infraestruturas. Ademais, a fim de incentivar hábito de lê infantil, a escola- base secundária da sociedade- deve estabelecer grupos de leitura e projetos culturais- a partir da dança, do teatro e de outras produções artísticas, que estimule o interesse sobre as obras clássicas brasileiras. Dessa forma, ódio literário de " Fahrenheit 451", não se transformará em realidade no Brasil.