Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 28/11/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à cidadania. Entretanto, no Brasil, nota-se que os desafios para a prática da leitura impossibilita que uma parcela da população usufrua desse direito na prática. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a negligência estatal e o meio digital.
Em primeiro lugar, é importante destacar o descaso do governo com o ensino da leitura. Nesse viés, observa-se atualmente que a maioria das escolas brasileiras não explicam sobre a importância do hábito da leitura para a formação de conhecimento e opinião dos cidadãos, assim muitos indivíduos não têm acesso a essa importante ferramenta para o desenvolvimento humano. Tal fenômeno comprova-se por meio de dados do portal de pesquisa Retratos da Leitura, o qual prevê que cerca de 44% das pessoas no Brasil não têm o costume de ler no ano de 2020. Diante dos fatos, torna-se imprescindível ações governamentais que universializem a leitura.
Consequentemente, é válido ressaltar a frequência dos indivíduos nos meios digitais. Nessa lógica, de acordo com o filósofo Pierre Levy, hodiernamente a sociedade está “Hiperconectada,” na qual circulam informações verdadeiras e falsas. Tendo em vista isso, as pessoas substituem a leitura pelas redes sociais, porque não são ensinadas sobre a importância da leitura e incentivados a ler. Por conseguinte, irão perder a oportunidade de conhecimento e acesso a informação de qualidade. Dessa forma, é substancial que órgãos públicos tomem providências para reverter tal panorama social.
Em síntese, a observação dos fatos presentes na sociedade reflete a urgência de viabilizar medidas para mitigar esse quadro caótico. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, investir na formação específica para a leitura, com professores qualificados da área que irão ensinar na escola e pelas sociais influenciando a ler e ter capacidade de refletir sobre diversos assuntos, a fim de tornar o conhecimento universal no Brasil. Enfim, a partir dessas ações será possível construir uma coletividade na sociedade fiel aos ideais da Declaração Universal dos Direitos Humanos.