Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 23/04/2021
Promulgação em 1988, a Constituição brasileira garante a todos educação de qualidade e acesso a leitura. No entanto, ao analisar a questão da prática de leitura no Brasil, percebe-se uma discrepância dessa premissa com a realidade. Diante disso, observa-se as desigualdades sociais e a falha do governo como influenciadores do problema social abordado.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que as disparidades sociais influenciam no hábito da leitura. Nessa perspectiva, segundo uma pesquisa do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), o Brasil, em 2018, ocupava o terceiro lugar em maior desigualdade na leitura. Baseado nisso, é notório que a alfabetização de crianças carentes é prejudicada, visto que não são disponibilizados livros durante essa fase, atrapalhando o desenvolvimento educacional e cognitivo desses seres.
Outrossim, o descaso do governo deixa distante a solução para a problemática. Nesse sentido, Aristóteles, filósofo grego, disse que a política não deveria ser a arte de dominar, mas sim a arte de fazer justiça. Com isso, é perceptível que a realidade rompe com o exposto, haja vista que o governo não disponibiliza bibliotecas para o acesso da população carente, além de dificultar a comprar de livros com a aplicação de impostos. Logo, fica clara a urgência em medidas capazes de mitigar a situação.
Portanto, é necessário que o governo em parceria com a mídia, invista em campanhas de leituras. Isso pode ser feito por meio da criação de rodas de leituras nas comunidades e escolas carentes e com a divulgação desse projeto em propagandas no horário nobre da televisão, com o intuito de garantir que todas as crianças tenham acesso a livros durante a alfabetização e educação de qualidade. Além do mais, cave ao governo criar mais bibliotecas para todos e reduzir os impostos sobre os livros. Só assim, em um futuro próximo, será cumprido o que está na Constituição.