Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 30/11/2020
Dar pão a quem tem fome
Na pós modernidade, Carolina Maria de Jesus, na obra Quarto de Despejo, relata a triste realidade marginal de leitura. Nesse sentido, a atual sociedade brasileira, ainda, vive coloniais barreiras na prática literária. Diante desse pressuposto, retratam-se desafios tanto no acesso quanto no estímulo ao hábito de leitura nacional.
Nesse viés, a desvalorização da bibliotecas, o desconhecimento das obras e o aumento no preço dos livros confirmam tal dificuldade de acesso. Isso posto, autores como Monteiro Lobato revolucionaram a realidade nacional ao aproximar seja fisicamente seja economicamente a população dos livros. Nesse contexto, veio à tona a precariedade governamental, provando que a mesma não consegue atingir igualitariamente as camadas mais pobres da nação, visto a longevidade das residências, a falta de conhecimento sobre o livro e a incompatibilidade econômica com a causa. Assim, prova-se a indiferença institucional em querer levar o letramento a uma população que desde tão cedo foi amarrada pelas mazelas do cabresto.
Na atualidade, com o advento das tecnologias, torna-se cada vez mais difícil cativar o estímulo pela leitura. Nesse sentido, práticas como a literacia familiar deveriam ganhar mais espaço na vida social brasileira ao passo que não só estimulam a leitura infantil como também envolvem pais no mundo educativo. Contudo, para a aplicação de tal prática é necessário uma reforma na base educacional, valorizando o ensino e sua instituição, a escola, tão menosprezada no Brasil. Portanto, infere-se que a estimulação de jovens e adultos será concretizada apenas quando tivermos a real maturidade de perceber a importância escolar no desenvolvimento social.
No contexto das ideologias menosprezadas e transformantes encontra-se a prática literária no Brasil. Assim, embora desafiado diariamente pelo precário acesso e insignificante estímulo, o hábito literário nacional segue lutando pela mudança de padrão comportamental. Visto isso, propõe-se uma oportunidade conjunta para que Escolas e Governos Municipais, através de professores e assistentes sociais, realizem semanalmente campanhas, nos centros das cidades, que pratiquem a leitura e solucionem as mazelas sociais que afastam a população dos livros. Dessa forma, disparidades econômicas e sociais diminuirão perceptivelmente, ao passo que com acesso e apoio ao conhecimento se estimulará a busca por melhores condições de vida, provando assim que os verdadeiros heróis nacionais estão fora dos livros.