Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 01/12/2020

Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele mudando de percurso, a prática de leitura no Brasil é um desafio. Com isso, ao invés de agir como a força capaz de mudar esse movimento, a falta de apoio e a troca de leitura pelas redes socais contribuem para que esse trajeto permaneça sendo um desafio e de forma errônea.

É relevante abordar, primeiramente, que um dos fatores para que esse problema continue é a ausência de apoio quando se diz respeito a leitura na sociedade brasileira. Essa ausência de apoio é notória na Ditadura Militar no Brasil, onde livros eram queimados em praça pública, e sem apoio a leitura, os leitores e escritores não podiam apreciar os livros e muito menos escrevê-los. Nesse panorama, essa falta de apoio tem efeito até os dias de hoje, fazendo com que a população não tenha interesse nem em comprar livros, prova disso são os dados publicados pelo ‘‘Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro’’, o qual aponta que 30% da população brasileira nunca chegou a comprou um livro. Em suma, o desapoio histórico é, sem dúvidas, um dos desafios para a prática de leitura no Brasil.

Ademais, outro agente que fomenta para que esse movimento permaneça de maneira errada é a substituição de livros pela internet. Tal agente é explícito no documentário ‘‘O Dilema das Redes’’, o qual expõe a realidade de muitos cidadãos, principalmente jovens, que trocaram os livros e revistas por celulares. Sendo assim, as consequências dessa troca são os dados retirados do ‘‘Programa Internacional de Avaliação de Alunos’’, apontando que 51% dos jovens estão abaixo do nível de leitura, pois os mesmos preferem passar tempo nas redes socias em vez de praticar uma boa leitura. Logo, é inquestionável o que a falta de apoio histórica e a substituição da literatura pela internet são desafios e dificultam os hábitos de leitura na sociedade brasileira.

Evidencia-se, portanto, que essa problemática continua no mesmo caminho, prejudicando no desenvolvimento intelectual dos cidadãos. Nesse viés, cabe às escolas, por meio de campanhas e doações de livros, incentivarem os alunos a lerem, com a ajuda de rodas de conversas, tem de cooperar para o entendimento da obra, disponibilizando livros adequados para cada faixa etária, com a ajuda de projetos, as escolas devem criar a ‘‘Semana da Leitura’’, e fariam, por meio dessa, visitas em bibliotecas, a fim de que a leitura seja parte da vida dos brasileiros, diferentemente na época de ditadura militar e que os jovens prefiram ler livros do que passar o tempo nas redes, como exposto em ‘‘O Dilema das Redes’’. Somente assim, os dados publicados pelo ‘‘Programa Internacional de Avaliação de Alunos’’ diminuiriam e o percurso citado por Newton seria mudado.