Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 14/12/2020
Na chegada da família real no Brasil, em 1808, foi fundada a primeira biblioteca no país. No entanto,o local não era frenquentado por toda a população, mas sim restrita aos monarcas para a formação dos seus filhos. Na contemporaneidade, em alguns casos poucas pessoas tem acesso as livrarias públicas no Brasil. Sob esse viés, torna-se necessário ponderar acerca da falta de hábito da leitura no cotidiano dos indivíduos e a ausência de bibliotecas nas regiões mais pobres do país.
Diante desse cenário, é interessante avaliar as razões que fazem as pessoas a não possuírem a prática da leitura na rotina. Conforme, o pensamento do filósofo Pitágoras, é preciso educar as crianças para que posteriormente não seja necessário punir os adultos. Nesse sentido, quando os pais não estimulam seus filhos a lerem na infância, dificilmente eles teram o hábito da leitura quando estiverem na vida adulta. Dessa maneira, a ausência desse hábito prejudica nas pessoas a capacidade argumentativa, problemas na interpretação de textos e complicações na escrita. Assim, consta-se o dever dos pais a incentivação para com seus filhos a praticarem a leitura.
Além disso, cabe abordar a carência de livrarias públicas em locais de extrema pobreza. Isso ocorre, porque, as pessoas que vivem em condição de vulnerabilidade social, raramente tem acesso aos livros e bibliotecas e por esse motivo, influencia as taxas de analfabetismo no Brasil. Esse contexto relaciona-se com a ideia do sociólogo William Outhwaite, os níveis elevados de desigualdade reduzem tanto as possibilidades quanto os incentivos para os indivíduos de baixa renda, desestimulando-os em particular de investir na educação. Consequentemente, a população que não tiveram o mesmo domínio de leitura, terão menos oportunidades do que as pessoas mais habituadas.
Dessarte, fica clara a urgência de combater os desafios da prática da leitura no Brasil. Portanto, o Ministério da Economia, órgão responsável pelo fomento e execução da política econômica nacional, deve destinar verbas para construções de bibliotecas públicas nas localidades periféricas do país, por meio de incentivos governamentais, em parceria com os profissionais de ensino para auxiliar aos estudantes e moradores que tenha dificuldades a exercer a leitura, a fim de democratizar a leitura em todo o Brasil. Dessa forma, será possível a construção de uma sociedade mais igualitária com pessoas que tenham o amor e o costume de ler.