Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 02/12/2020

A literatura segue o ser humano desde à tenra idade até sua morte. Segundo Margaret Atwood, autora canadense, o ser humano é um ser contador de histórias, é um ser de criatividade. Essa criatividade deve ser praticada e a melhor forma de fazê-lo é através da leitura. Segundo as pesquisas atuais, apenas cinquenta e seis por cento da população brasileira lê — um número muito baixo —, o que gera problemas no sistema educacional do país. A leitura não se restringe apenas ao ato de ler, mas a interpretação, a melhoria da escrita e da gramática, e até mesmo ao desenvolvimento da lógica.

A população brasileira tem grave deficiência para interpretar textos, dos mais simples que sejam, textos encaminhados em e-mails de trabalho, ou até mesmo em redes sociais — vide o aumento do número da população que absorve notícias consideradas “fake news”. Portanto, a importância da interpretação para a sociedade é tal que o serviço que deve ser realizado para empresa pode ser feito de formas diferentes dependendo da leitura que seu executor realiza do e-mail encaminhado pelo responsável. A leitura de qualquer tipo de livro aumenta a capacidade interpretativo do ser humano, o que diminui os equívocos no ambiente profissional.

Outro fator é que a língua portuguesa está longe de ser uma língua de fácil compreensão e absorção, para tanto, exige-se aperfeiçoamento gramatical do brasileiro. Estudar gramática é um ato realizado apenas na escola, com o único intuito de obter boas notas para passar de ano, uma prática enfadonha. Uma das melhores formas de ser capaz de escrever sem tropeços gramaticais é através da leitura. Seja de um jornal, um livro didático que possa ser interessante ou, até mesmo, um romance. Aprende-se a escrever praticando e uma dessas práticas é através da leitura atenta.

Ademais, o ato da leitura de livros narrativos pode fazer o ser humano a ter um aperfeiçoamento lógico. Autores como Agatha Cristie, Dan Brown e Arthur Conan — autor de Sherlock Holmes — levam o leitor ao desenvolvimento prático do pensamento crítico e lógico para resoluções de reviravoltas nas histórias. O hábito de leitura de charadas, enigmas e livros técnicos desenvolvem o raciocínio do leitor, tornando-o mais hábil em seu trabalho e na  vida cotidiana.

Dessa forma, é possível perceber que se faz necessário que haja maior estímulo do cidadão brasileiro. Tal habilidade transforma a sociedade em que vivemos, abre a mente, não apenas em relação à criatividade, mas a lógica e inclusive a convivência familiar, afinal, são os pais que lêem para os filhos mais novos. O hábito deve ser criado dentro de casa, não apenas nas escolas, e de forma prazerosa e não obrigatória.