Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 02/12/2020
Na obra Harry Potter escrita por JK Rowlling a personagem Hermione é incialmente menospresada por ser uma bruxa filha de trouxas (humanos), mas no decorrer das páginas ela prova ser talentosa, habilidosa e acima de tudo amante da leitura. O que a leva à conquista de muitos feitos extraodinários. Fora do universo de Harry Potter o que se verifica é um número enfêmero de “Hermiones” no Brasil. Fato este se dá devido a desafiadora prática do ler no séco XXI que tem de não só de concorrer com as novas tecnologias, como também tem seu interesse deturpado devido ao custo exorbitante de um exemplar.
Em primeiro lugar, cabe a análise da prática do ler no século XXI. Com o passar dos anos os livros, antes amados por serem detentores do conhecimento de diversas áreas e de mundos fantásticos inteiros, acabaram por ganhar um adversário de peso. Advindo da Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra no século XVIII a tecnologia acabou roubando a importância do livro, tanto como ferramenta de conhecimento, quanto de lazer. Atualmente apenas um “click” é capaz de fornecer todas as respostas e o divertimento desejado quase que instantaneamente. A tecnologia, como já dizia Steave Jobs, move o mundo enquanto o livro é movido para prateleira e esquecido.
Somado a concorrência fornecida pela tecnologia, os preços exorbitantes vieram para tornar a prática do ler ainda mais difícil. No Brasil o sálario mínimo mal chega para cobrir os custos de necessidade básicas dos cidadãos. Devido as altas taxas de inflação tudo se torna mais caro e assim eleva os livros a posição de artigo de luxo. Isso acaba por acentuar ainda mais a injustiça que, segundo o professor, escritor e poeta, Ariano Suassuna é o mal mais díficil de ser combatido, pois divide o pais em dois: O Brasil dos privilegiados e dos despossuidos. Ou seja, dos que lêem e dos que observam da vintrini.
Fica evidente, portanto, que a concorrência da tecnologia somada aos altos preços dos livros inviabilizam a prática da leitura. Sendo assim se faz necessária a interveção do Estado que deve, não só combater a alta inflação e aumentar os sálario, como também deve investir recursos nas livrarias do país que, por sua vez, tornaram os preços mais acessíveis fazendo com que mais cidadãos possam adquirir livros e assim por em prática o ato de ler. Juntamente ao Estado a Mídia deve usar a tecnologia à favor da literatura promovendo a leitura nos meios de comunicação tecnológicos. Somente assim o Brasil poderá contar com um maior número de “cidadãos Hermiones”: apaixonados pelos livros e de feitos extraordinários.