Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 05/12/2020
A construção dos feudos, muros que delimitavam uma determinada área no período da Idade Média, segregou milhares de pessoas e impossibilitou o acesso a bens que somente a nobreza podia usufruir,dentre esses bens encontravam-se os livros. Semelhante a essa época,no contexto brasileiro contemporâneo,a leitura é um dos meios de democratizar o conhecimento,mas ainda é “feudalizado”,já que grande parte da população continua alheia a essa prática. Esse cenário nefasto ocorre não só em razão do deficitário incentivo à valorização da leitura na sociedade,mas também devido à desigualdade social no Brasil.
A princípio, ler é uma prática fundamental para o desenvolvimento individual,profissional e essencial na formação do cidadão.No entanto, a realidade do complexo social brasileiro não favorece a ampliação dessa prática.Devido ao deficitário ensino brasileiro não fomentador para a prática da leitura,no qual acarreta no insucesso do processo de formação do senso crítico e fortalece a negligência sobre as classes minoritárias,potencializando a vulnerabilidade dessa população.De acordo com o crítico literário Antônio Cândido,a arte é necessária à vida,pois,como o sonho equilibra o sono,a arte tem o poder de amenizar a realidade.Desse modo,a ausência de medidas capazes de ampliar e estimular o acesso ao “mundo” dos livros e da literatura,limita o acesso a essa esfera,tornando-se um dos principais empecilhos para a prática da leitura no Brasil.
Ademais,a desigualdade social de oportunidades no complexo social brasileiro é manifestado segundo dados publicados pelo jornal Folha de São Paulo, segundo o qual, apenas 8% da população sabe ler e escrever de modo proficiente .Desse modo,demonstra o desafio para a democratização do acesso ao letramento no Brasil,tal realidade qualifica a desigualdade social,pois,é inegável o distanciamento maximizado pelo difícil acesso à educação de qualidade pelas camadas menos abastadas,livros,portanto,estão longe dessa realidade.
É evidente,portanto,que ainda há entraves para a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor.Nesse viés,cabe ao Governo — como órgão soberano politicamente organizado —promover maior protagonismo por parte dos governantes, através do Ministério da Educação inserindo aos parâmetros curriculares das instituições educacionais aulas de incentivo a prática da leitura,por meio de “workshops” de livros,aulas temáticas de discussão crítica literária.Além disso,o Estado,deve intensificar políticas públicas de Assistência Social e auxílio estudantil,por meio de maior financiamento em zonas de baixa renda.A fim de manifestar maior incentivo e valorização da importância da prática da leitura para a sociedade,bem como superar os desafios para a prática de leitura no Brasil.