Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 04/12/2020
A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na realidade fazendo-se por observar desafios na prática da leitura no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais a respeito da prática de leitura, tornando esse um dos principais desafios a serem ultrapassados. Nesse sentido, essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a educação, que infelizmente é evidente no país. Tal realidade contribui para que os desafios encontrados na prática da leitura no Brasil sejam constantemente presentes.
Ademais, é fundamental apontar a falta de qualidade de leitura como outro grande desafio encontrado no Brasil. Segundo o resultado do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), mais da metade dos estudantes brasileiros estão abaixo do patamar básico no quesito leitura. Diante de tal exposto, nota-se que para sobrepujar um importante desafio na prática da leitura no Brasil, é necessário primeiro melhorar o nível no qual a leitura é praticada pelo estudante brasileiro. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perpetuar.
Depreende-se portanto, a necessidade de se combater os desafios encontrados tanto no ambiente governamental quanto no nível de qualidade da leitura encontrada nos estudantes brasileiros. Para isso, é imprescindível que o governo, afim de combater esse problema e por meio de programas incentivadores, desenvolva o aumento por parte dos estudantes não só na prática da leitura em números, como também do interesse desses alunos em ler. Para que tal programa possa ser efetivo, premiações podem ser implementadas, porém, ao contrário de prêmios individuais, nesse caso, recompensas grupais serão mais efetivas para estimular a prática da leitura de forma coletiva. Assim, ler pode ser uma prática finalmente mais presente no cotidiano do jovem brasileiro.