Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 05/12/2020
Como dizia Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros”. Essa expressão do famoso escritor deixa clara a extrema importância da leitura na vida social, política e econômica do país, preparando seus habitantes de uma maneira crítica e dando-os poder para enfrentar a realidade. O hábito de interpretar os livros desenvolve no leitor um senso crítico. Entretanto, já nos dias atuais, muitos brasileiros não tem hábito de leitura, ademais, impostos sobre os livros encontram-se exorbitantes, impossibilitando cidadãos de realizarem a compra destes. Dessa forma, falta de hábito de leitura e os grandes preços dos livros corroboram para o problema existir.
Em primeira análise, torna-se imprescindível destacar que “um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo”, conforme dito pela ativista a favor da educação Malala. Sob tal viés, é necessário compreender que para a execução das práticas literárias, o impulso para tais costumes é essencial. Dessa forma, o primeiro contato é associado a um valor que passa de uma geração para a outra, como desempenho de um incentivo familiar. No entanto, diversas famílias brasileiras não adquirem essas ações no seu cotidiano, por consequência, as crianças que não leem possivelmente geram adultos que não manifestam gosto pela leitura
Paralelo a isso, é importante destacar que, de acordo com a proposta do governo brasileiro, o preço do livro deverá aumentar em 20%, o que incidiria em cascata, atingindo do livreiro ao comprador. Nessa perspectiva, o aumento do valor dos livros prejudicará os consumidores, se já é existente as dificuldades da compra de livros, com uma elevação de preços os desafios para a leitura irão se alavancar, tonando cada vez mais distante a oportunidade de consumir esse produto. Desse modo, o acesso ao livro será restrito as demais pessoas, proporcionando a prática de leitura um privilégio para indivíduos com boas condições financeiras.
Portanto, infere-se que o Governo Federal – instância máxima do Poder Executivo – deve elaborar uma cartilha com informações básicas sobre os procedimentos de uma leitura viável para cada faixa etária. Isso poderá ser executado por meio de conceitos simples e fáceis sobre o desenvolvimento literário, desde um processo individual a um estímulo familiar, ademais, criar projetos com o intuito de diminuir o preço dos livros e incentivar as bibliotecas públicas, com o fito de sanar os desafios para a prática da literacia no Brasil. Enfim, a partir dessas ações, os brasileiros cumprirão o que diz Monteiro Lobato e farão um país com homens e livros.