Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 06/12/2020

A empresa bancária Itaú promoveu nas mídias uma propaganda utilisando a “hashtag” “LeiaParaUmaCriança”. Sob essa perspectiva, nota-se que por haver tal mobilização, o hábito leitor não se faz presente no Brasil. Desse modo, cabe ponderar acerca dos desafios para a prática da leitura no país, posto que essa é uma das formas de contornar diversos problemas no cotidiano dos brasileiros. Desse modo, faz-se mister discorrer, primeiramente, acerca da importância dessa prática para a criança e, depois, da presença de uma educação deficitária.

A princípio, urge apontar a relevância de incentivar e permitir a leitura na infância. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. À vista disso, é importante ressaltar a importância do estímulo à imaginação, à analise da realidade e ao desenvolvimento do senso crítico desde a mocidade por meio dessa ferramenta. Assim, ao passo que os jovens leem, estimula-se uma educação multidisciplinar e que permita uma maior “visão de mundo”. Logo, se nada mudar, a sociedade permanecerá irrefletida.

Ademais, convém ressaltar a influência da baixa qualidade no ensino público que corrobora para que  os brasileiros não sejam tão incentivados ao consumo de livros. Nesse contexto, falta profissionais qualificados, infraestrutura e investimento. Além disso, considerando dados do Instituto Pró-Livro, em quatro anos, o número médio de livros lidos por ano decresceu uma unidade. Diante disso, nota-se que a por causa dessa falta de incentivo, sem uma ação interventiva urgente, os números continuarão a cair, até zerarem.

Portanto, antes que a situação caótica da leitura no Brasil torne-se inalterável, é preciso intervir. Para tanto, é inadiável que o Ministério da Educação e Cultura, crie, por intermédio de verbas governamentais e profissionais qualificados, oficinas educativas sobre os desdobramentos da falta de leitura e sobre a relevância dessa capacidade dentro de uma sociedade funcional. Isso deve ser feito nas escolas (instituições responsáveis pela criticidade do pensamento) com o fito de informar, desde a mocidade, o problema da carência da leitura e fornecer a educação multidisciplinar – extremamente necessária para romper com o ensino tradicional. Quiçá, então, será possível salvaguardar o futuro e contornar alguns dos diversos desafios para a plena funcionalidade da leitura.