Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 06/12/2020
Promulgada pela (Onu) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito á educação e ao bem-estar social. Conquanto, o problema da falta de incentivo á leitura impossiblilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nos tempos de hoje, tal avidez tem perdido seu espaço no meio social, vítima de uma falta de incentivo por parte dos setores responsáveis por criá-la e do próprio mercado, que desestimula um hábito crucial na vida da população.
Em primeiro lugar, o incentivo familiar é base para o desenvolvimento do hábito de leitura em jovens e por conseguinte, nos adultos do futuro. Nessa perspectiva, segundo dados do Programa Internacional da Avaliação dos Estudantes (Pisa), é na infância em que se adquirem os costumes e hábitos na vida adulta pelo fato o qual as crianças, em geral, não criam preconceitos reverberados pela sociedade como por exemplo, a perda de tempo com a leitura. Sob este viés, de acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim em sua teoria sobre os processos de socialização, ‘’emerge a família a qual corresponde à primeira formação e a inserção social dos jovens e , por isso, deve compreender e disseminar a importância da leitura entre seus membros precocemente a fim de conceber indivíduos mais críticos e impedir as influências estigmatizadas posteriormente aprendidas quanto ao ato de ler’’, criando assim, um mundo diferente.
Ademais, a ascensão tecnológica retarda ou até mesmo interrompe o contato com os livros e o entendimento das incoerências sociais pela superficialidade de textos e histórias presentes nesta. Sendo assim,indivíduos ao se depararem , na minoria das vezes, com textos extensos nas redes sociais imediatamente os ignoram e assim, não desenvolvem capacidades como interpretar e refletir sobre o que leem. Em vista disso, conforme o filósofo grego Aristóteles, ‘‘a abstração da prática na vida humana elucida a ideia de estagnação de comportamentos viciantes e maléficos’’. Logo, se a sociedade continuar negando a prática da leitura, provavelmente, ficará estagnada com as mesmas atitudes e injustiças já atualmente cometidas.
Interfere-se, portanto, a necessidade do ato de ler para a harmonia social humana. Devido a isso, urge que o Ministério da Cidadania juntamente com o da Tecnologia promovam a criação de um programa com o tema “Leitura é a navegação dos mistérios da realidade”, o qual disponibilizará bibliotecas itinerantes dispersas em instituições públicas com a presença de livros sobre assuntos relacionados com a respectiva área de atuação dessas sedes, a fim de desenvolver o senso crítico nos cidadãos e um mundo mais pacífico e menos hostil.