Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 06/12/2020
No filme “A Menina Que Roubava Livros”, a vida da personagem Liesel é veementemente transformada a partir do início de suas leituras. Fora da história fictícia, no Brasil hodierno, a prática da literacia, ou letramento, não é amplamente apreciada. Essa realidade apresenta diversos impasses, principalmente no que se refere à ausência de incentivo familiar e à interferência de interesses subjetivos,
Em primeira análise, torna-se imprescindível destacar que “um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo”, conforme dito pela ativista Malala a favor da educação. Sob tal viés, é necessário compreender que para a execução das práticas literárias, o impulso para tais costumes é essencial. Dessa forma, o primeiro contato é associado a um valor que passa de uma geração para a outra, como desempenho de um incentivo familiar. No entanto, diversas famílias brasileiras não adquirem essas ações no seu cotidiano, consequentemente, as crianças que não leem possivelmente serão adultos que não manifestam gosto pela leitura.
Outrossim, outro importante aspecto a ser enfrentado é uso excessivo dos meios eletrônicos. Nesse sentido, o documentário “O Dilema Das Redes” ratifica o quão prejudicial é normalizar as diversas horas nas redes sociais, pois mesmo que haja uma leitura passiva, não constata a utilização ativa da literacia, já que ocorre a exibição de imagens, vídeos e afins. Por isso, diversos modos para a junção da leitura com a utilização dos dispositivos virtuais são desenvolvidos, a exemplo dos livros gratuitos ofertados na internet, dos preços acessíveis aos “e-books” e da venda de livros reutilizados. Logo, é substancial acrescentar e manter a prática literária como interesse primordial, dessa maneira , o hábito de ler e escrever terá âmbito satisfatório para os leitores, livrando-se de um viés obrigatório e tornando-se um hobby.
Portanto, infere-se que o Governo Federal – instância máxima do Poder Executivo – deve elaborar uma cartilha com informações básicas sobre os procedimentos de uma leitura viável para cada faixa etária ,criar clubes de leitura nas instituições escolares e instruir a construção de bibliotecas e o desenvolvimento de uma relação sadia entre professores e alunos, através da apresentação de seminários sobre as leituras realizadas. Isso poderá ser executado por meio de conceitos simples e fáceis sobre o desenvolvimento literário, desde um processo individual a um estímulo e orientação familiar como a dar livros de presente para as crianças e valorizar a escrita , até, o uso favorável da tecnologia para com a leitura, com o fito aumentar o engajamento escolar , sanar os desafios para a prática da literacia brasileira contribuir para a instrução cultural e acadêmica de jovens e adultos. Enfim, a partir dessas ações, os brasileiros poderão ter suas vidas transformadas pelos livros, tanto no cognitivo quanto no campo social, tornando-se indivíduos criativos, críticos, e sociáveis como visto em “A Menina Que Roubava Livros”.