Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 12/12/2020

Conforme ocorreu durante as Grandes Navegações, Pero Vaz de Caminha, foi escolhido pelo monarca de Portugal a relatar, de forma escrita, os costumes, falas e rituais do povo “recém-descoberto”. Dessa maneira, a população nobre portuguesa usufruíam os conhecimentos dos relatos da leitura e os nativos brasileiros, dos conhecimentos passados a cada geração. Ao longo do tempo, hodiernamente, com a intensificação da desigualdade social e econômica, cidadãos que possuem baixa renda encontram dificuldades ao realizarem compra de livros, além de terem, nas instituições escolares, a obrigatoriedade apenas de leituras que constam nas grades curriculares.

Antes de mais nada, encontra-se nas normas da Economia Brasileira, o imposto igualitário. Nesse sentido, cidadãos que ganham um salário mínimo e outros que ganham vinte, por exemplo, pagam o mesmo valor por determinado produto. Devido à isso, as compras de livros, para 30% da população brasileira, são prejudicadas, uma vez que, de acordo com “Estadão”, essa porcentagem retrata a vivência das pessoas em condições precárias. Como exemplo, é visto em “Quebrando o tabu”, de 2016, o relato de dona Maria, que diz não possuir recursos nem para comprar chinelos de dedo, visto que, utiliza-se prego para alongar a duração do calçado. Logo, a falta de recursos financeiros devem ser repensados para promover a inclusão cultural.

Outrossim, os filhos de habitantes carentes são instruídos, nas escolas, a lerem livros apenas literários, dessa forma, despreza-se o incentivo para a busca por assuntos que os interessam. Sob essa luz, lista de livros criadas por universidades para ingressar em provas de vestibulares são um grande impasse para muitos jovens. Dado que, de acordo com o “Guia do estudante”, de 2019, apenas 10% dos candidatos inscritos, que almejam a entrada na Universidade de São Paulo, leram os nove livros da lista. Por esse motivo, portanto, a grade curricular escolar deve-se adequar aos mais diversos assuntos sobre os gostos dos estudantes para contribuir com o desenvolvimento do país, como é retratado no filme “O menino que descobriu o vento”, cuja criação da turbina eólica contribuiu para promover a energia em seu bairro.

Em suma, são necessárias melhorias para a prática da leitura. Para isso, o Ministério da Educação, aliado ao da Economia, deve instaurar cartazes informacionais e imperativos, em meios de comunicação, sobre aluguéis de livros para a população carente, com o objetivo de terem inclusão nos meios escritos e expandirem os conhecimentos para, também, repassarem aos filhos a lerem o que se sentem atraídos e não ser preciso o impulso da obrigação da prática da leitura nas escolas, para, assim, promover as mesmas oportunidades que Pero Vaz de Caminha teve.