Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 17/12/2020
“É direito social à educação”. Essa afirmação está prevista no Artigo 6º da Constituição e pode ser facilmente relacionada com os desafios da prática da leitura no Brasil, uma vez que elas se contradizem. Tal realidade é fruto inegável da negligência governamental, a qual não prioriza essa problemática. Assim, entre os fatores que contribuem para aprofundar esse quadro, pode-se destacar os moldes capitalistas e perpetuação das ideias dominantes.
Em primeira análise, é importante reconhecer que a negligência do governo aliado à mentalidade capitalista resulta na falta do hábito da leitura. Esse panorama é decorrente da cristalização do pensamento individualista do Governo Federal, dado que eles não visam diminuir os impostos que colocam nos livros, em função de um ganho maior. Tal enunciado está em paralelo com o pensamento do romancista George Sand, para quem “creio que a opinião política de um homem é o próprio homem” comprovando que os interesses políticos transitam em torno de sua classe.
Além disso é importante ressaltar que o negligenciamento do Governo, somado à perpetuação dos ideais da classe dominante, solidifica a falta de acesso da população para com os livros. Irrefutavelmente, essa situação acontece porque a falta de acesso ao conhecimento colabora com a manutenção do poder da mediocracia, uma vez que a comunidade não tem consciência do seu poder de mudança. Tal pensamento entra em conjunto com o filósofo alemão Karl Marx, que afirma “as ideias dominantes numa época, nunca passaram das ideias da classe dominante”, verificando que é do interesse da burguesia o não contato com os livros.
Diante do exposto, é importante perceber que a falta de prática da leitura tem origem na negligência governamental. Portanto, para solucionar essa problemática é necessário que o Ministério da Fazenda, em parceria com o Ministério da Educação, destine verbas para o investimento em livros, por meio da inclusão desse objetivo na Lei de Diretrizes Orçamentárias, com o intuito de incentivar o jovem à prática da leitura. Ademais é necessário que o Ministério da Educação financie com dinheiro público, palestras para estudantes e familiares, com o objetivo dar habilidade a classe oprimida a importância do conhecimento para não serem ludibriados pelas ideias dominantes.