Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 14/12/2020
Durante o seu mandato, o presidente da República, Jair Bolsonaro, referiu-se aos livros como ‘‘Um amontoado de coisas escritas’’, o que minimiza a importância dos livros na sociedade brasileira. Diante desse contexto, nota-se os desafios para a prática de leitura no Brasil atual. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: O analfabetismo e a falta de incentivo desse hábito no ambiente familiar.
Em primeiro plano, é importante evidenciar que o alto índice de analfabetismo no país influencia no mau hábito de leitura. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios contínua (PNAD - contínua), existem mais de 10 milhões de analfabetos no Brasil. Tal quadro crítico mostra que a prática de leitura está cada vez mais distante de ser uma realidade popular. Isso porque vivemos num país o qual a educação de qualidade, garantida na Constituição (1988), é uma utopia para muitos, tendo em vista o número de brasileiros iletrados. Dessa forma, o Brasil tende ao desenvolvimento de indivíduos distantes das letras e, consequentemente, da autonomia social que o mundo da leitura proporciona.
Em segundo plano, também é importante analisar a influência do espaço familiar no que diz respeito a problemática em questão. De acordo com o sociólogo Emilé Durkheim, o Fato Social é a maneira coletiva de pensar. Ou seja, as pessoas que crescem em tal contexto social, tendem a reproduzir o que aprendem ali. Por essa ótica, vale salientar que a prática de leitura vai além da escola, a família é percursora desse hábito. Então, um espaço dentro da educação familiar o qual a leitura não é uma prioridade, está designado a formação de cidadãos distantes dessa prática, como afirma o Fato Social.
Logo, medidas devem ser tomadas para enfrentar os desafios para a prática de leitua no Brasil. Para isso, O Estado, líder da conduta social, deve investir na educação de base, por meio do redirecionamento de verba para as escolas e aumento do salário dos profressores. A fim de melhorar não só a estrutura educacional, com a qualidade de ensino. Dessa maneira, o investimento na educação básica não só reduzirá o analfabetismo no país, como promoverá o incentivo a leitura a partir de uma educação de qualidade.