Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 15/12/2020
A Constituição Federal promulgada em 1988, prevê como princípio básico o direito à educação. Entretanto, os desafios para a prática da leitura no Brasil fere a legislação. Isso ocorre devido à negligência estatal e à falta de literacia familiar. Desse modo, essa realidade constitui um impasse a ser resolvido não somente pelos poderes públicos, mas por toda a sociedade.
Primordialmente, é importante ressaltar a negligência estatal como propulsora da problemática. Nesse sentido, segundo o filósofo britânico Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Contudo, o próprio poder estatal ao não oferecer um sistema educacional eficiente, rompe com as ideias do filósofo. Uma vez que, nas escolas, devido ao sistema de ensino falho, o livro é encarado como um objeto apenas para a realização de provas e para tirar boas notas, e não como meio essêncial para o desenvolvimento do indivíduo.
Outrossim, é válido pontuar que o hábito de ler se dá em casa, através dos pais ou responsáveis. Nesse contexto, segundo dados do Instituto Pró-livro, 44% da população brasileira não lê. Logo, se os pais não praticam a leitura, não estimulam sua prática em seus filhos através da literacia familiar, e, consequentemente, seus filhos se tornarão jovens e adultos que não leem. Dessa maneira, essa hereditariedade torna-se um retrocesso para a coletividade.
Portanto, com o intuito de proporcionar um sistema de esino eficiente, cabe ao Governo federal, por meio de reformas dos ensinos escolares, implementar novas práticas e novos pontos de vista que ajudem na propagação da prática da leitura nas escolas. Ademais, o Governo federal, através de campanhas nas redes socias, como Instagram e Facebook, deve conscientizar a população da importância da prática da literacia familiar e como sua falta incide negativamente no desenvolvimento da sociedade, a fim de estimular a prática da literacia no âmbito familiar. Assim, o Estado agirá conforme os princípios de Hobbes.