Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 16/12/2020

O livro “Orgulho e Preconceito”, da escritora Jane Austen, retrata o aspecto de Mr. Bennet, que tem como principal aração o acervo de obras em sua biblioteca, e dedica maior parte do seu tempo no hábito da leitura. De fato, durante séculos, tal prática foi principio de desenvolvimento e ensinamentos a quem pratica. No entanto, na atual realidade, tal lascívia vem perdendo espaço, devido ao efeito da desigualdade social e a falta de incentivo por parte dos responsáveis por criá-lo.

Com base nesse contexto, é de suma importância observar que a desigualdade social entrava o acesso e o hábito da leitura. De acordo com dados do ibope (Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística), apenas um quarto da população brasileira já frequentou uma biblioteca na vida. Em função disso, infere-se que a má distribuição de renda e a ausência de bibliotecas públicas em regiões menos favorecidas, distancia os jovens a esse acesso, tornando assim, o livro como um objeto de alto custo e difícil alcance. Deste modo, é necessária a atuação das Secretárias Educacionais, assegurando/que assegure o ingresso ao caminho do desenvolvimento.

Outrossim, é válido analisar o quadro educacional como maior obstáculo. Segundo dados do ibope, cinquenta por cento da população é considerada leitora, o que certamente, afirma a ausência dos incentivos por parte dos agentes responsáveis, pois sabe-se que esta prática torna o indivíduo crítico do mundo, garantindo um maior desempenho intelectual, exemplificando, assim, a fala de Kant, “ O homem é aquilo que a educação faz dele”. Nesse sentido, é preciso à atuação das escolas, desde cedo, a implementação do hábito da leitura.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessa forma, cabe a Secretária da Cultura, junto aos profissionais da educação, haja vista ter um papel importante no desenvolvimento, promover, a realização de feiras literárias, bibliotecas moveis, através de parcerias com ONG’s e empresas privadas. Tal ação democratiza o acesso à leitura e estimula o hábito. Ademais, a mídia deveria atuar no seu papel, por meio de plataformas digitais gratuitas.