Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 25/12/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando uma pessoa se mobiliza com o problema da outra. No entanto, quando se observa os desafios para a prática da leitura no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista só é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver esse impasse.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de bibliotecas rompe essa harmonia, haja vista que políticos negligenciam políticas públicas para construção de bibliotecas, diminuindo a possibilidade do acesso aos livros, o qual vai contra a constituição de 1988, que garante direito e dever do Estado com a educação.
Outrossim, destaca-se os alunos sem incentivos com a leitura como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada da exterioridade, coercitividade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que sem ter incentivo os educandos deixam a prática da leitura para segundo plano, potencializando à longo prazo a falta de leitura na vida adulta, generalizando o fato social de Émile Durkheim.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que construam um Brasil melhor. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, em escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam propostas de incentivos para os alunos praticarem a leitura constante e a atenção quando for eleger candidatos sem ideais para com a sociedade, para que não se viva a realidade das sombras, assim vivida na alegoria da caverna de Platão.