Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 05/01/2021
A obra literária “Anne with an ‘E’” apresenta os impactos da literatura na vida dos jovens, demonstrando a fundamentalidade da leitura na ampliação de horizontes intelectuais e humanos do indivíduo. Contudo, distanciando-se da ficção, essa prática é, frequentemente, negligenciada, fato que torna necessário o debate acerca dos desafios para a prátrica de leitura no Brasil. Isso posto, cabe a análise acerca da estrutura sociocultural que propicia a perpetuação da problemática, além da obser-vação relativa a ineficáfia estatal na reversão dessa.
É relevante destacar, primeiramente, que para o Karl Marx, sociólogo alemão, a estrutura de produção material é determinante para compreensão da organização social em um recorte temporal. Sob a ótica marxista, os ideais capitalista ocidentais correlacionam-se com a configuração socioeducacinal coletiva, sendo ela ferramenta de reprodução sistemática capaz de criar no ideário nacional hierarquias de afazeres que subalternizam a prática de leitura, em detrimento do trabalho laboral, por exemplo. Como consequência disso, a relação das pessoas com a literuatura é limitada, fato que coloca em risco a autonomia de pensamento e o desenvolvimento cognitivo do indivíduo, tornando-o mais sucetível a alienação e subordinação as ideologais dominantes.
Paralelo a isso, o filósofo Thomas Hobbes, em “O Leviatã”, endaga que cabe ao Estado a criação de um ambiente social capaz de potencializar o desenvolvimento, intelectual e fisiológico, humano. Porém, Estado nacional rompe com a teoria hobbesiana ao serem constadados déficits educacinais alarmantes — a julgar que o país e o 7° com maior número de analfabetos adultos, segundo a Uniscef — que dificultam a difusão da prática de leitura no ambinete escolar e familiar. Tal fato pode ser evidenciado, a título de exemplificação, pela proposta governamental de taxação dos livros feita durante o segundo semestre de 2020, aliada a escassez de programas para destribuição de livros no Brasil.
Portanto, cabe a intervenção de agentes governamentais para a remediação da problemática. Assim, o Ministerio da Educação, em ação intersetorial com as Secretarias Estaduais de Educação, deve promover nas Universidades Públicas do país o desenvolvimento de pesquisas quali-quantitativas destinadas ao mapeamento das realidades das prática de leitura pátria, visando promover — diante da configuração sociocultural e econômica de cada estado brasileiro — uma rede de estímulo a leitura. Diante disso, essa rede de ser acoplada a projetos já existentes, como o “Conta para mim”, sendo capaz de promover a restauração de bibliotecas e a introdução de ambientes de leitura em espaços públicos das cidades, além de buscar, juntamente com o poder Legislativo, o barateamento dos livros e destribuição gratuita desse material nas escolas, objetivando a formulação de novos hábitos coletivos.