Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 27/12/2020
O filósofo grego Cícero defendia que uma casa sem livros é um corpo sem alma. Atualmente, muitos cidadãos parecem não se preocupar com tal problemática e o Brasil se tornou um país sem vida, já que a leitura não é um hábito presente na cultura nacional. Tal obstáculo, é acentuado por uma formação familiar ausente e pela falha no sistema educacional, problema esse que urge por solução.
É indubitável, nesse contexto, que a falta de tempo e o individualismo dos familiares estejam entre as causas do problema. Dessa maneira, de acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, o problema se encontra dentro das casas brasileiras, visto que, com a rotina cada vez mais acelerada dos pais muitos perdem conexão com seus filhos e não estimulam o hábito da leitura desde a infância. Assim, tal prática estende-se por uma longa linha do tempo, o que dificulta seu extermínio por forças externas.
Ademais, as lacunas na base educacional desestimulam a formação de novos leitores. Nesse contexto, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Assim, é mister que a escola evidencie que a leitura vai além das obrigatórias e das apostilas, pois para se tornar rotina é preciso que desperte o interesse do estudante. Já que, a alfabetização é essencial para desenvolver habilidades reflexivas que ampliem a perspectiva do estudante e ele se torne um cidadão que se integre efetivamente na sociedade.
Portanto, nota-se que para a leitura se tornar constante na vida dos brasileiros, ela deve ser inserida desde cedo na vida dos infantes. Desse modo, urge que a Secretaria da Cultura crie ações que estimulem a leitura no ambiente familiar, por meio de vídeos nas redes sociais oficiais do Governo, sobre a responsabilidade e a importância da família na formação dos indivíduos enquanto seres singulares. Além disso, poderá ser transmitido em live todos os dias diferentes histórias voltadas para o público infantil, contadas por atores com fantoches, por exemplo. Com o fim de estimular a imaginação e a formação do senso crítico do futuro adulto. Só assim, a alma brasileira será recuperada.