Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 04/01/2021
O filme “Matilda”, retrata o mundo através dos olhos de uma pequena leitora assídua que sofria com pais completamente alienados à televisão e distantes de uma vida intelectual, devido a isso, a menina encontra em uma biblioteca um meio de fugir da sua realidade, através dos livros. Fora da ficção, observa-se que a diegese da obra está cada vez mais distante do comportamento dos brasileiros, uma vez que tal avidez em leitura tem perdido espaço no meio social, vítima de uma falta de incentivo à leitura desde a infância, resultando na formação de uma sociedade com indivíduos sem criatividade, criticidade e argumentação.
Em primeira análise, é notório que o cerne da problemática supracitada advém das falhas da educação brasileira, uma vez que as instituições educacionais não incentivam mais a leitura diária, tampouco incita nos alunos a sede pelo conhecimento e leitura -essenciais na formação de um indivíduo criterioso. De acordo com o educador, Paulo Freire, se a educação sozinha não trasnforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Diante dessa premissa, é incontestável que os livros são peças importantes na educação e construção do intelecto dos brasileiros.
Por conseguinte, é imperativo pontuar que é na infância que há a formação das noções de convívio social, valores e desenvolvimento das capacidades cognitivas, logo, a troca de livros por aparelhos digitais e televisores afeta negativamente o cidadão que a criança irá se tornar. Além disso, com a expansão do acesso à tecnologia, o hábito de leitura foi negligenciado por grande parte dos indivíduos, que se tornaram adeptos da praticidade e rapidez oferecidas pela internet.
Mediante o exposto, fica evidente a necessidade de retomar o hábito de leitura, sendo essencial para o desenvolviemento do Brasil. É mister que orgãos educacionais, como o CNE, promovam projetos que incentivem a doação de livros às instituições de ensino. Urge que o governo invista em bibliotecas municipais, com o intuito de democratizar ainda mais o acesso aos livros. Assim, será possível a construção de uma nova geração Matilda