Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 31/12/2020

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prêve em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os desafios para a prática da leitura, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante de tal perspectiva, faz-se imperiosa a análise do preço e da dificuldade de acesso aos livros que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, deve-se ressaltar uma infâmia por parte do governo em suas decisões. Dessa forma, neste ano de 2020, foi proposto pela reforma tributária uma unificação de impostos, o que levaria a um aumento de 20% no preço dos livros. Assim, se a reforma tributária for aprovada, muitas das pessoas que não possuem uma boa condição financeira, por conta do preço, não irão conseguir entrar no mundo dos livros. Logo, essa ferramenta de acesso ao conhecimento e à educação, deveria ser acessível financeiramente para todos, o que infelizmente não é evidente no Brasil, aumentando, de certo modo, os desafios da prática à leitura.

Ademais, é fundamental apontar essa dificuldade de acesso aos livros como o promotor do problema. Em suma, vale destacar que de acordo com os dados da pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro, cerca de 30% da população brasileira nunca comprou um livro. Por certo, isso ocorre, na maioria das vezes, pela falta de dinheiro para comprar os livros, o que traz uma dificuldade para o público da leitura, mas também para os estudantes que procuram ter acesso aos diversos livros. Enfim, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater os desafios da prática a leitura. Dessa maneira, cabe ao Ministério da educação elaborar um auxílio para a população mais pobre, por meio de uma bolsa para ser usado na compra de livros. Essa bolsa irá conter um valor aproximado para a compra de um livro por mês, sendo destinado para as pessoas que possuem apenas um salário mínimo, entregando também para todos os estudantes de escola pública, no intuito de incentivar as pessoas na prática da leitura. Só assim, será possível a construção de uma sociedade permeada pela efetização dos elementos elencados na Carta Magna de 1988.