Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 30/12/2020
A Terceira Revolução Industrial - conhecida como técnico-científica - transformou totalmente o cotidiano da sociedade, além de interferir diretamente no comportamento das pessoas frente à ciração da internet, visto que houve a troca de hábitos por vício em eletrônicos. Infelizmente, a realidade no Brasil é semelhante à descrita, dado que há um intenso uso das novas tecnologias, aliado à negligência do Estado, que substitui a prática de ler da população. Portanto, nota-se que tanto a era digital quanto a educação falha desafiam o pleno costume de leitura no país.
É relevante abordar, primeiramente, que no atual mundo globalizado as crianças já nascem praticamente com o celular na mão, em consequência disso elas não se interessam mais avidamente por livros. Nesse viés, a chamada geração Y - que nasceu junto com a internet - dificilmente desenvolve o hábito de ler, pois muitos pais ou responsáveis desejam ter menos trabalho na criação dos filhos, por isso preferem entretê-los com os incontáveis jogos e vídeos nos aplicativos. Dessa maneira, percebem-se os malefícios da inserção do indivíduo extremamente cedo à era digital, principalmente por não haver o desenvolvimento do gosto pela leitura.
Ademais, evidencia-se o quanto o sistema educacional brasileiro falha em promover o exercício da leitura nos jovens, porque na maioria das vezes os livros são utilizados apenas como paradidáticos obrigatórios para uma prova, consequentemente, não despertam a vontade no aluno de ler. Nesse sentido, à luz do pensamento do sociólogo Foucault acerca da negligência do governo, repara-se que o desinteresse da instituição escolar influencia de modo direto no comportamento de leitor. Dessa forma, a falta do estímulo desmotiva o indivíduo, em virtude de não haver o fortalecimento do costume à medida que tudo só gira em função de uma nota no boletim.
Em suma, medidas devem ser aplicadas para que haja a superação gradual dos desafios ao hábito de leitura no Brasil. Diante disso, cabe a família regular o uso do celular durante toda a fase infantil da criança, ao passo que faz uma leitura conjunta com ela por, pelo menos, três dias na semana, com o intuito de desenvolver a prática de ler. Simultaneamente, o Ministério da Educação necessita inserir na grade curricular das escolas - desde o ensino básico até o fundamental - uma matéria denominada “leia e se divirta”, a fim de estimular corretamente o gosto por livros na nação.