Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 16/01/2021

No livro “Fahrenheit 451”, o mundo se passa numa distopia, onde as pessoas não podem ter a posse de livros. Em resumo, o protagonista é um “bombeiro” que tem o trabalho de atear fogo em casas que armazenam livros, pois, segundo o regime totalitário da obra, não era permitido que as pessoas desenvolvem raciocínios diferentes dos quais eles propusessem. Pensando nisso, é válido fazer uma analogia no sentido de que, no Brasil, a educação por muito tempo foi algo exclusivo para pessoas com alta renda, ou seja, pessoas de um “alto escalão” tinham acesso à culturas externas e as pessoas menos favorecidas não, e isso teve consequências desastrosas para o ato da leitura em si. Com isso, a leitura no país, infelizmente, ainda é, em partes, um ato restrito à pessoas com um alto poder aquisitivo.

A priori, vale destacar que, durante o fim da década de 90 e o início dos anos 2000, o Governo Federal investiu pesado em fazer com que as pessoas de classe baixa tivessem acesso à uma educação de ensino público equivalente ao ensino particular. Sendo assim, eles também geraram um acesso à cultura para esse mesmo público. No entnato, em 2020, o Governo atual tentou aumentar as alíquotas sobre a importação de livros. Isso, na época, proporcionou uma revolta por parte da população, principalmente a mais pobre. Entretanto, empresas que trabalham com vendas de produtos, como a Amazon, passaram a vender esses produtos (e muitos outros) por preços mais acessíveis e, assim, ajudaram o mercado voltado à leitura voltar a se reerguer.

Além disso, esse déficit nos índices de leitores do país é ocasionado pelo o fato de criação que uma família passa aos filhos. Por exemplo, já foi comprovado pela a psicologia que o ambiente familiar em que uma criança se desenvolve é mais importante do que o fator genético, ou seja, de quem cuidou do desenvolvimento dela. Dessa forma, país que não tem o costume de leitura, provavelmente não conseguirão dar o exemplo necessário para que essa criança desenvolva esse hábito. Não obstante, é evidente que, com o avanço das tecnologias, como TVs, celulares e videogames, muitos dos costumes antigos passam a se tornar “enfraquecido”, isso é, no sentido de passar a ser pouco praticado.

Portanto, medidas são necessárias para que os índices de acesso à leitura voltem a crescer no país, pois já estavam crescendo em meados de 2000. Desse modo, o governo, por meio do Ministério da Economia (ME), deve, na verdade, reduzir as taxas de importações sobre esses produtos para poder reestimular esse mercado no país. Ademais, o ME juntamente com o Ministério da Educação e secretárias regionais e municipais devem providenciar parcerias com editoras e lojas de vendas e revendas de livros, reduzindo os gastos dessas para que elas possam impulsionar esse ato de compra. Assim, mais pessoas teriam acesso à essa cultura e esse acesso seria passado para futuras gerações.