Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 07/01/2021
No filme Escritores da Liberdade, é possível perceber o impacto dos livros na vida dos jovens, o qual cria um refúgio de suas vidas marginalizadas. Nesse sentido, o Brasil se faz distinto, já que, certa parcela da população tem o mínimo acesso à educação e a obras literárias. Desta forma, a evasão escolar e a falta de apoio promovem à exclusão dos indíviduos na sociedade, como também os privam da liberdade social e da prática da leitura.
Nessa acepção, segundo dados do IBGE, mais de 13% dos jovens entre 15 e 17 anos sofrem de evasão escolar. Logo, por consequência, sem oportunidade de ler e serem influenciados pelo hábito da leitura, são deixados à mercê da sociedade, sem possuírem a possibilidade de terem um futuro acadêmico de qualidade e um bom emprego. Nesse mesmo cenário, Simonde de Beauvoir explica tal fenomêno como Invisibilidade Social, o qual indíviduos não recebem chances igualitárias e são excluídos pela comunidade. Portanto, se nenhum medida for tomada, esses mesmos jovens estão sujeitos à opressão da sociedade.
Além disso, de acordo com o pensador Paulo Freire, a educação é uma forma de liberdade social, a qual a pessoa pode ter espontaneidade sobre suas próprias opiniões. Dessa forma, a inexistência de ajuda quanto ao ler e aprender durante a formação de caráter pode impedir a criação de um ser humano independente e crítico. Assim, a falta de apoio à leitura, seja no núcleo familiar ou não, pode dificultar que as ideias do pedagogo sejam concretizadas. Logo, enquanto a falta de apoio à leitura for regra, a educação será a excessão.
Portanto, para que haja uma sociedade crítica e igualitária quanto aos hábitos literários, faz-se necessário que o MEC (Ministério da Educação) juntamente aos professores criem novas alternativas mais divertidas de educar jovens e crianças, com finalidade de gerar o interesse por ler e continuar a estudar, como teatros que representem às obras ou debates sobre os livros. Ademais, é igualmente necessário que o governo dê mais destaque aos projetos que já foram realizados como o “Tito” o mascote que adora ler, afim que pais e filhos possam olhar a leitura como um passatempo. Assim, talvez seja possível criar uma geração mais ética e livre da opressão social.