Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 09/01/2021

Paulo Freire, o pedagogo brasileiro conhecido internacionalmente, defendia a importância da leitura como uma ferramenta para o indivíduo entender o mundo que o cerca e transformar a própria realidade. Visto que a leitura é utilizada para a comunicação e para a aprendizagem de outras áreas do conhecimento,  além de favorecer o desenvolvimento da  escrita, da imaginação e do raciocínio. Apesar desses benefícios, a população brasileira lê pouco ou somente lê textos superficiais. Nesse contexto,  é um desafio tornar a prática da leitura um hábito: muitos não leem devido ao baixo nível de proficiência e outros por causa da substituição da leitura de textos pelo uso de arquivos de áudios ou de vídeo .

Segundo dados da Pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro, apenas 66% dos brasileiros tem o hábito de ler. Como muitas informações são veiculadas de forma escrita, a falta dessa habilidade limita o sujeito e impede que o país progrida em aspectos sociais, pois indivíduos que não praticam a leitura dificilmente conhecem os próprios direitos.

Outro fato preocupante é o desempenho dos alunos de 15 e 16 anos no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA): 51% dos participantes estão abaixo do nível básico de leitura. Isso acarreta  prejuízos na aprendizagem de outras áreas do conhecimento, uma vez que é imprescindível a compreeensão e interpretação de textos. Essa limitação, pode ocasionar menos oportunidades de emprego na fase adulta.

Diante do exposto, é preciso que o governo tome medidas para que os estudantes desenvolvam o hábito de ler. Cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC) aumentar a carga horária das aulas de Língua Portuguesa e incentivar projetos extra curriculares que estimulem a leitura e a escrita - desde o 1o ano do fundamental até o ensino médio. Isso pode ser feito por meio de festivais de poesias ou de música, envio de cartas dentro da escola, criação de histórias, interpretação teatral. Tais eventos tem o propósito de formar mais do que leitores, tem o objetivo de formar cidadãos críticos que poderão transformar a realidade como disse Paulo Freire.