Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Ulisses Guimarães - ex depultado federal e membro da assembleia constituinte - ao promungar a constituição de 1988, que está em vigor até os dias de hoje, fez um discurso marcante com a pomessa de tornar a carta magna a voz da sociedade rumo à mudança. No entanto, no que se diz respeito a inclusão da leitura, consequentemente da cultura, vê-se que os cidadãos ainda enfrentam certas barreiras. Nesse âmbito, é lícito destacar como principais causas do problema a desigualdade social e a falta de políticas públicas efetivas.

Sob essa perspectiva, é possível perceber a nítida ausência de compromisso com a constituição cidadã, que em seu artigo 6 garante o acesso a educação e o lazer, estes que são adquiridos com o acesso a literatura. Porém no Brasil a grande disparidade econômica prejudica na democratização da leitura. O índice de Gini, que mede a concentração de riquezas, já diz que o Brasil está entre os dez países mais desiguais do mundo.

Outrossim, a falta de projetos e ações para estimular a leitura e facilitar o acesso da população a esse bem é cada vez mais notório. Segundo dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o país perdeu cerca de 4 milhões de leitores em 4 anos. Além disso,a falta de tempo presente no cotidiano das sociedades contemporâneas prejudica no desenvolvimento da leitura.

Portanto, são necessárias ações para resolver os impasses . O Governo Federal junto com os Ministérios da Educação, Cidadania e Comunicações, deverão desenvolver um projeto, “Leitura já!”, este que será responsável por distribuir livros em comunidades mais carentes, além de promover campanhas midiáticas por meios digitais e presenciais para despertar o interesse de pessoas que veem a leitura como uma obrigação. Só assim podemos fazer valer as palavras de Immanuel Kant, “O ser é aquilo que a educação faz dele”.