Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 09/01/2021
Em países desenvolvidos como Coreia do Sul e Canadá, o investimento em educação é prioridade como papel de transformar a realidade de seus cidadãos e contribuir para a melhoria do bem-estar social. No Brasil, entretanto, a falta de mobilização efetiva do Estado têm agravado cada vez mais os índices de leitura, o que prejudica diretamente a prática da cidadania. Nesse sentido, convém analisar as causas, consequências e possivel medida para essa problemática.
Diante desse cenário, podemos destacar o analfabetismo como indicador principal para a diminuição do acesso aos benefícios que a leitura proporciona. Segundo informações divulgadas pelo IBGE, o país têm pelo menos 11,3 milhões de pessoas com menos de 15 anos analfabetas, dados esses que reforçam os contextos de preconceito e exclusão por atingir sobretudo grupos mais vulneráveis como mulheres, negros e idosos. Portanto, é evidente que o número alto de indivíduos que não sabem ler e escrever colaboram para que o problema estrutural continuem perpetuando na atualidade.
Além disso, a falta de letramento contribui que essas pessoas consigam menores oportunidades no mercado de trabalho, uma vez que o domínio do português padrão é exigência para variados cargos, até mesmo aqueles que não precisam dessa habilidade. Para Monteiro Lobato, aquele que mal lê, mal fala,mal ouve. Tudo isso consequentemente direciona milhões de pessoas para atividades informais ou fisicamente mais pesados. É, portanto, inaceitável que um país signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos não seja capaz de garantir oportunidades semelhantes de desenvolvimento a todos os seus cidadãos.
Desse modo, o governo deve promover o amplo acesso à leitura no país, por meio de campanhas e atividades que sejam direcionadas principalmente as minorias mais atingidas pelo analfabetismo seja ela total ou funcional. Ademais, cabe o Ministério da Comunicação em parceria com a mídia criar na TV aberta um horário especial com intuito de incentivar os pais a criarem hábitos de ensinarem as crianças a prática de se ler. Assim, com o auxílio da família, professores e órgãos públicos, espera-se diminuir a exclusão no Brasil, não apenas em relação à cultura mas ao bem-estar social.