Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Abandonada. Lenta. Banal. Essas são palavras-chave que caracterizam a ótica atual pela qual o jovem enxerga a literatura. Há diversos motivos para tal, porém, como disse Kant, um filósofo prussiano, “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”.
Dentre os inúmeros motivos que levaram a banalização da leitura, é incontestável que a falta de incentivo nas escolas é um dos maiores. Como acima citado, somos um reflexo de nossa educação. De acordo com o IBOPE 27% dos brasileiros não sabem ler ou lêem apenas títulos e frases, conhecidos como analfabetos funcionais. Portanto, de acordo com Kant, a falha na educação é o principal motivo de tal cenário, que acomete mais de um quarto de todos os brasileiros.
Já, de acordo com Antônio Lobo Antunes, um escritor português, “um povo que lê nunca será um povo escravo”. A leitura na sociedade atual soa como algo retrógrado, pois é mais lento que um vídeo ou um áudio, e por esse mesmo motivo também é bastante impopular. A crença de que a leitura ou é algo complexo demais, ou demorada demais, nós afasta de tal maneira do ato de ler, que mais de um quarto da população não sabe interpretar textos. O que falta é entender que a leitura ensina muito mais do que só sobre o tema abordado nela.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para solucionar o déficit da leitura. O MEC deveria reforçar o investimento no ensino básico, onde aprendemos a ler, e sobre o fundamental e médio, organizar saraus, feitos pelos próprios alunos com ajuda dos professores. Essas atividades podem ocorrer no período extraclasse e ser abertas ao público geral também, com o intuito de incentivar pessoas de todas as idades e classes sociais a lerem. Já que, como disse Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.