Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 11/01/2021
No filme “A Menina Que Roubava Livros”, a vida da personagem Liesel é veementemente transformada a partir do início de suas leituras. Fora da história fictícia, no Brasil hodierno, a prática da literacia não é amplamente apreciada. Essa realidade apresenta diversos impasses, principalmente no que se refere ao incentivo familiar e à interferência de outros interesses. Primeiramente, é importante destacar que os livros contribuem muito para a formação dos estudantes. As obras literárias aumentam o vocabulário dos leitores, ajudam na escrita e melhoram a capacidade de interpretar textos no geral. Tais habilidades ajudam, por exemplo, no aumento da classificação do Brasil na prova do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, na qual 51% dos alunos participantes se classificaram abaixo do nível 2 em leitura, que é considerado o patamar básico.
Em segundo lugar, é fato que os conteúdos disponíveis na internet são rápidos e fáceis de compreender. São assuntos sem fundamentos e de curta extensão, não exigindo muito esforço do usuário para interpretá-los. Tal fato contribui para a redução do consumo de livros, uma vez que estes são extensos e exigem a total atenção do leitor para sua compreensão. Essa situação é evidenciada pela pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro, que mostra que 44% dos brasileiros não lê frequentemente e 30% nem sequer compraram um livro na vida. São dados alarmantes e que necessitam de mudança Portanto, infere-se que o Governo Federal – instância máxima do Poder Executivo – deve elaborar uma cartilha com informações básicas sobre os procedimentos de uma leitura viável para cada faixa etária. Isso poderá ser executado por meio de conceitos simples e fáceis sobre o desenvolvimento literário, desde um processo individual a um estímulo familiar, com o fito de sanar os desafios para a prática da literacia no Brasil. Enfim, a partir dessas ações, os brasileiros poderão ter suas vidas transformadas pelos livros, como visto em “A Menina Que Roubava Livros”.