Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 13/01/2021
O “Guia do Mochileiro das Galáxias” é uma enciclopédia fictícia, onde os personagens de Adam Doulgas têm a possibilidade de buscar desde o significado de determinada palavra até o conhecimento das lendas de planetas ainda não povoados; os ajudando, inclusive, também, em suas decisões e feitos. Análogo a esta obra, os livros na vida real têm grande importância na formação da criança e, consequentemente, na do adulto. Visto que a leitura pode ser responsável pela formação de caráter e educação de uma pessoa, é evidente que ela deve estar presente em uma porcentagem maior que a tecnologia — que, quando usada de forma errada, faz com que o indivíduo se torne alienado — na vida de alguém, afim de que, sua prática deixe de ser um desafio e passe a ser um hábito.
Primeiramente, de acordo com uma pesquisa feita pela Pró Livro em parceria com o Itaú Cultural, de 2015 para 2019, o número de leitores no país caiu de 56% para 52% — uma queda de 4,6 milhões. Este déficit se tem pelo uso demasiado da tecnologia, que não só tem feito muitos brasileiros deixarem de ler, como também tem emburrecido-os — uma vez que a leitura traz o estímulo da criativdade, a ampliação do vocabulário e a facilidade da escrita; além de que, a mídia, com foco na tevê, tem alienado seus telespectadores com programas e mitos, tornando-os incapazes de formar o senso crítico que só um livro poderia gerar; o que não prejudica somente o ser como singular, mas o coletivo, já que, a ausência deste, pode acarretar uma má escolha, por exemplo, nas Eleições Eleitorais, trazendo danos para milhões de pessoas.
Em segundo lugar, a Constituição de 1988 garante ao cidadão o direito a educação, sendo, então, de suma importância, que as crianças tenham contato com a leitura desde muito cedo, para sua formação educacional e como ser humano, como pode ser interpretado na frase: “As palavras são vida”, dita por um persoagem judeu no livro “A Menina que Roubava Livros” de Markus Zusak. Outrossim, realizado pela universidade de Cambridge, uma pesquisa revela que a familiaridade da leitura desde cedo em uma criança, estimula nela a empatia, permitindo que ela se coloque no lugar de outras pessoas; como Liesel, de 12 anos, do livro apouco citado, que, mesmo tão nova, agiu de íntima compaixão com o “renegado” Max, que era judeu e estava sendo caçado pelos nazistas.
Portanto, é mister que possa haver a ação do governo, que deve investir nas bibliotecas públicas; da escola, que precisa incentivar o aluno de forma criativa a leitura de livros e afins; e os pais, que similarmente ao anterior, também precisam dar assistência para que seus filhos leiam, além de que, neste percurso, eles próprios sejam alentados, para que, assim, a prática de leitura não seja mais um problema e se torne um hábito como foi para os personagens de Adam Douglas e Markus Zusak.