Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação, igualdade e ao bem-estar social. No entanto, os desafios para a prática da leitura no Brasil impossibilita que a parcela marginalizada da sociedade desfrute desse direito na prática. Nesse sentido, diante desse cenário intável e temerário, o qual é fruto tanto da insuficiência legislativa quanto da herança cultural, faz-se fundamental a superação desses desafios, a fim do pleno funcionamento íntegro da sociedade.

Em primeira análise, é fundamental pontuar que a falta de leitura no Brasil deriva da insuficiência legislativa no que concerne a criação de leis com cunho democratizador da leitura. Analogamente, constata-se na Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país em seu artigo 6, que “São direito sociais a educação, a assistência aos desamparados, na forma dessa constituição”. Contudo, nota-se que não há o pleno execício da lei, ao observar que as pessoas de classes econômicas baixas não tem poder aquisitivo à livros, visto que esses tem preço alto, desfavorecendo, assim, o incentivo à leitura. Logo, faz-se urgente a reformulçao de tal postura estatal.

Vale ressaltar, ainda, a herança cultural como promotora dos desafios para a prática da leitura no Brasil. Outrossim, destaca-se que desde a Grécia Antiga somente homens ricos frequantavam ensino superior tendo acesso a leitura e informação, as classes baixas ficavam privaddas desse privilégio. Seguindo essa linha de pensamento, o sociólogo Durkheim enfatiza que “A consciência coletiva é um sistema de tradições que exerce pressão sobre o ser humano de maneira a influenciar seu comportamento”. Dessa forma, a herança cultural elitizada do acesso à leitura e informação contribui com a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter os desafios para a prática da leitura na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a problemática, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Poder Legislativo, será revertido na criação de leis de auxílio à compra de livros, tendo como efeito a democratização da aquisição. Além disso, urge que o Ministério da Educação implemente projetos interdisciplinares ministrados por psicólogos nas escolas os quais visem desmistificar a herança cultural em que o acesso a leitura e informação é privilégio de ricos. Desse modo, a sociedade desfrutará de seus direitos assegurados por lei.