Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Durante o Governo Sarney, o Brasil foi dotado de benesses de forma imensurável. Sabe-se que um dos benefícios concedidos diz respeito aos direitos sociais, assegurados pela Constituição de 1988, os quais explicitam potíticas que visam o acesso à educação igualitária, bem como a garantia da dignidade humana. Todavia, tal mecanismo legal apresenta-se ineficaz, visto que há desafio para a prática da leitura no Brasil, seja pela negligência governamental, seja pelo descuido da sociedade civil.
“Nas favelas, no senado / Sujeira pra todo lado / ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação. Esse trecho na música” Que País é este? “, Da banda Legião Urbana, deixa explícito que há o nítido descaso de deveres e direitos, já que as pessoas não respeitam o coletivo. Exemplo disso é a falta de investimentos governamentais na educação igualitária, já que muitas cidades não possuem biblioteca pública ou estas se encontram em condições precárias. Em consequência, nota-se a violência velada - privação da autonomia humana de usufruir de seus direitos -, assim como a falta de medidas que supram as necessidade infraestruturais dos locais de leitura, o que afeta a dignidade humana.
Outrossim, à luz da filósofa Hannah Arendt, em sua tese “Banalidade do Mal”, sempre que ocorre a falta de reflexão sobre determinados assuntos, por exemplo, a importância do desenvolvimento pessoal, o mal encontra espaço para se instalar, ocorrendo a normalização. Tal panorama, comprova que a trivialidade da maldade é, em geral, consequência de atitudes da sociedade civilizada em demonstrar indiferença à prática da leitura, haja vista que o tema não é abordado em propagandas de incentivo. Assim, a banalização dessa problemática precisa ser interrompida para que não crie um caos social - prejuízo na ascensão social do coletivo.
Ao governo, portanto, cabe a função de destinar parte do Produto Interno Bruto aos órgãos de educação. Essa ação ocorrerá mediante o direcionamento dessa verba às obras de infraestrutura nas bibliotecas públicas, além de despertar a criticidade coletiva sobre a relevância desse assunto - por meio de propagandas eficientes -. Assim, isso terá o intuito de remediar o elucidado por Arendt e pela banda Legião Urbana para a plena fluidez da Constituição de 1988.