Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Na perspectiva bibliográfica, o livro “A menina que roubava livros”, de 2005, retrata a história de uma garota que utiliza da leitura como forma de amenizar seus sofrimentos vivenciados. Contudo, no hodierno cenário estatal brasileiro, a ficção permanece como utopia, já que a prática de leitura permanece negligenciada do meio social, de modo que encontra uma série de desafios para sua devida recorrência na sociedade. Diante disso, é evidente a pouca participação familiar, bem como as falhas de meios didáticos no sistema de ensino.
Mormente, com base na premissa do psicólogo suíço Jean Piaget, a família, assim como a escola, possui um papel imprescindível na formação cognitiva da criança, sendo seu dever estimular o aprendizado dos menores. Nessa óptica, é notório que devido os pais atribuírem a escola como o único meio de aprendizado, desenvolve-se um baixo estímulo ao habito de leitura, o que gera agravantes na formação educacional futura e no vinculo familiar ao não proporcionar desde a infância um letramento participativo. Dessa maneira, torna-se primordial a inserção da família, para que mitigue os efeitos causados.
Outrossim, é válido salientar a carência de meios educacionais didáticos em instituições de ensino, o que promove o processo de letargia social e não desenvolve o desejo pela leitura. Nesse sentido, em coadunação com o sociólogo francês Émile Durkheim, a educação tem por objetivo suscitar e desenvolver o senso moral e crítico que são requeridos pela sociedade política, dessa forma, as falhas do sistema educacional em não proporcionar através de meios lúdicos a incitação ao letramento reflete na ausência de ascensão crítica sobre a sociedade e no pensamento cognitivo. Desse modo, é notório o caráter modificador da educação para a dissolução dessa conjuntura.
Destarte, faz-se mister a tomada medidas para que mingue os desafios da problemática. Logo, o Ministério da Educação, por intermédio de meios midiáticos, deve ressaltar a importância da leitura e da participação familiar nesse processo cognitivo, por meio de palestras e de debates com a sociedade civil e famílias, a fim de que essa parcela se inclua e promova o enriquecimento cognitivo. Ademais, com o intuito de dinamizar o ensino e promover o senso crítico, as Escolas, por meio de projetos inclusivos, devem indicar e disponibilizar livros em bibliotecas e promover discussões sobre estes em salas de aula, envolvendo vídeos ou encenações teatrais sobre a temática, incitando, assim, a prática de leitura.