Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 27/04/2021

A Constituição de 1988, documento jurídico de maior importância do país, prevê em seu sexto artigo, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Apesar disso, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os desafios para a prática da leitura no Brasil, seja pela carência estatal em prover medidas que incentivem o hábito de ler, seja pela má gestão e qualidade da educação brasileira. Desse modo, faz-se necessária a ánalise dos fatores que favorecem esse quadro no Brasil.

Dessarte, é válido analisar a ineficiência governamental em promover a leitura no país. Nesse sentido, a pouca concessão de capital destinado à área da educação para democratizar o acesso à livros somado ao aumento dos impostos sobre ele e o desábito, por grande parte, da sociedade brasileira em ler fazem com que ocorra a marginalização da leitura, afetando, principalmente, os mais pobres que ficam submetidos ao degradante sistema educacional público, por conta da sua baixa renda, Essa conjuntura, de acordo com os pensamentos de Thomas Hobbes, configura-se como uma violação do “Pacto Social”, já que o Estado não cumpre a sua função de garantir os mesmos direitos a todos os cidadãos, como o acesso à educação de qualidade e a leitura, por exemplo, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é importante apontar o descaso demonstrado por diversas gestões quanto à área da educação como impulsionador do problema no Brasil. Desse modo, os mais variados problemas encontrados em redes de ensino público devem-se, na maioria dos casos, ao sucateamento de programas públicos e de qualidade, que ocorre em prol de privatizações por companhias que visam o lucro em detrimento do cidadão. À vista disso, em consonância com o pensamento de que o objetivo da política é a felicidade, proposto por Aristóteles, as mudanças realizadas por tais administrações estatais devem, acima de tudo, visar o bem-estar da população e a consolidação dos seus direitos. Logo, é inadmíssivel que tal cenário continue a pendurar.

Urge, portanto, que os desafios para a prática da leitura sejam mitigados no Brasil. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, por meio da alteração na Lei 9.394, de Diretrizes e Bases da Educação, criar novas disciplinas curriculares que incentivem a leitura e preparem de forma apropriada os estudantes dos cursos de licenciatura, a fim de que, dessa forma, seja possível garantir uma educação que estimula o hábito da leitura e promova a plena construção do conhecimento. E assim, os direitos à educação previstos na Constituição de 1988 será reverberado com ênfase na prática.