Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 15/01/2021
O Mito da Caverna, alegoria escrita por Platão, explica a evolução do processo de conhecimento. Segundo o autor, os seres humanos se encontram prisioneiros de uma caverna, da qual estão habituados somente a ter uma ilusão do que veem como se fosse a verdadeira realidade. De maneira análoga, ao presente, a questão dos desafios para a prática da leitura, no Brasil, pode ser bem representada pelo mito, visto que esse é um problema que vive às sombras da sociedade. Logo, em razão deles estarem envolvidos à falta de políticas públicas de incentivo a leitura, bem como a banalização de debates sociais sobre os desafios da prática da leitura.
Em primeira análise, é necessário destacar que a falta de políticas públicas como um desafio à prática. Consoante a esse pensamento, o filósofo iluminista Jean-Jacques Rosseau, em sua ‘‘Contrato Social’’, afirma que o Estado é responsável por viabilizar medidas que cooperem para o bem-estar da sociedade, de maneira a democratizar o acesso. Nesse contexto, a partir do momento que este se isenta de garantir os direitos do cidadão, criando políticas que ofereçam feiras de livros e incentivo a leitura nas escolas, ocorre a quebra do contrato social e constitucional. Desse modo, faz-se necessária a reformulação da postura estatal junto a sociedade.
Além disso, faz-se mister destacar que a banalização de debates sociais de incentivo à leitura desde a primeira infância pelas famílias contribui para os impasses da prática da leitura no país. À luz disso, o filósofo alemão Hans Jonas, afirma que ‘‘uma sociedade saudável deve ser capaz de reconhecer e corrigir as suas enfermidades sociais, de maneira a reverter as patogias atuais’’. Diante disso, a partir do momento que grande parte da sociedade se isenta e banaliza a criação de debates sobre a importância da prática da leitura, desde a primeira infância, e a participação da família para este hábito, ocorre a cooperação para uma menor aceitação da prática da leitura na adolescencia. Dessa forma, faz-se necessária a revisão do comportamento social para reverter estes desafios.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para reverter os desafios da prática da leitura e retirar este impasse do silenciamento e das sombras da sociedade. Nesse viés, o Ministério da Educação, junto ao Estado, deve investir em políticas públicas de incentivo à prática da leitura, por meio de um projeto de lei que deve ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar que as escolas precisam criar feiras de livro que incentive a leitura nas escolas, além de campanhas e propagandas que informem as famílias sobre a importância de inserir este hábito desde a infância. Com fito de democratizar a informação da importância do hábito da leitura para o desenvolvimento e reverter os desafios atuais para implantação da prática da leitura.