Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 14/02/2021
A Constituição Federal de 1988 garante a todos os cidadãos brasileiros o direito à educação e à igualdade. Entretanto, considerando os desafios para a prática da leitura no Brasil, percebe-se que a premissa exposta está em descompasso com a realidade. Dessa forma, tal empecilho advém de fatores como a ineficiência do Estado, além da má orientação escolar, logo, são necessárias mudanças capazes de reverter esse cenário.
Conforme supracitado, é fulcral pontuar que as falhas dos poderes públicos são fatores que impulsionam tal problemática. Sob esse viés, Aristóteles, filósofo grego, disse que a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Com isso, nota-se que a crescente desvalorização da leitura rompe com esse dito, visto que o Estado não cumpre seu papel de maneira eficaz, devido a isso, não há programas que incentivem toda a população ao hábito da leitura, o que acarreta ao baixo senso crítico da nação. Diante disso, é inegável que as ações postas em prática não têm sido suficientes para extirpar essa adversidade.
Além disso, o modo de ensino arcaico de muitas escolas é outro fator que retarda a resolução do problema. Nesse sentido, Immanuel Kant, filósofo prussiano, disse que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Partindo desse pressuposto, é notória uma lacuna deixada pelo sistema educacional do Brasil, uma vez que os docentes não têm preparo para fazer com que a leitura seja uma forma lúdica de aprendizagem, em consequência, formam-se pessoas, muitas vezes, com repulsa aos livros. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa situação de forma urgente.
Fica claro, portanto, que são fundamentais intervenções aptas para mitigar tal impasse. É preciso que o Governo, em parceria com o Ministério da Educação, órgão responsável pelo sistema educacional do país, promova campanhas nas escolas e em canais abertos de televisão que estimulem a prática da leitura, por meio de pedagogos e escritores, a fim de que todos saibam a importância desse mecanismo para o desenvolvimento pessoal e profissional. Ademais, cabe ao Ministério da Educação investir em uma formação mais especializada dos professores, principalmente de língua portuguesa, para que leitores ativos possam ser formados. Somente assim, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, essa questão no Brasil e o que está garantido na Constituição será realmente cumprido.