Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 02/06/2021
Durante séculos, o ato de ler foi um dos únicos meios de conhecimento para a sociedade, trazendo grandes ensinamentos para quem a tinha como hábito. Entretanto, hodiernamente, a prática da leitura vem perdendo o seu prestígio na nação brasileira, uma vez que inúmeros desafios dificultam tal atividade. Nessa perspectiva, a falta de estímulo e a precariedade das bibliotecas têm cooperado para a pertinência desse imbróglio.
Em primeiro âmbito, a carência de encorajamento ao exercício da leitura, afeta diretamente o povo brasileiro, posto que, consoante ao Instituto Pró-Livro, quase metade da população não lê com frequência. Desse modo, isso acontece porque tanto no meio social quanto no escolar, essa experiência acaba perpassando através de outras tarefas, e os pais e professores não estimulam os jovens a lerem. Dessa forma, esses indivíduos crescem sem entender a importância da leitura e por isso não a praticam.
Outrossim, a debilidade dos locais públicos que disponibilizam livros, também configura um empecilho na manutenção desse óbice. Diante disso, Pierre Bourdieu diz que o que foi criado como instrumento de democracia, não deve ser convertido em instrumento de opressão, porém, o plano contemporâneo contrapõe o ideal do sociólogo, visto que, as bibliotecas, que eram para ser mecanismos democráticos, “oprimem” o seu público alvo, os leitores, por meio de um acervo limitado e muitas vezes antigo de livros, além de péssimas condições de infraestrutura para recebê-los. Logo, tal prerrogativa contribui cada vez mais para a elitização desses materiais.
São necessárias, portanto, medidas possíveis para mitigar o problema supracitado. Dessarte, cabe ao Governo Federal na figura do Ministério da Educação e Cultura -MEC- a promoção de palestras educativas nos espaços públicos, principalmente as escolas, através de escritores e letrólogos, que irão discutir o valor signicativo de ler, a fim de encorojar não só os jovens, mas todo o corpo social. Além disso, o Tribunal de Contas da União deve disponibilizar capital, que se converterá por intermédio do MEC, em reformas e construções de bibliotecas melhores e mais completas, com o fito de tornar os livros mais acessíveis. Assim, as dificuldades serão atenuadas e a prática da leitura será tão presente quanto era nos séculos passados.