Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 20/03/2021

De acordo com o parecer de Voltaire, filósofo francês, a leitura engrandece a alma. De maneira análoga, sabe-se que essa prática fornece inúmeros benefícios, como a melhora do vocabulário e a ampliação da imaginação. Ainda assim, é inegável que, infelizmente, o aumento das taxas sobre a literatura e a falta de bibliotecas públicas impedem o acesso geral aos livros no Brasil.

Em primeira análise, é válido destacar que, conforme a pesquisa da revista Agência Brasil, os livros fisícos ficaram 20% mais caros no ano de 2019. Dessa forma, é fato que o dado mencionado retrata um dos principais empecilhos para a propagação da leitura, visto que esse exercício não é priorizado pela população a ponto de exigir um investimento exacerbado. Nessa perspectiva, nota-se que medidas são necessárias para amenizar essa conjuntura.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de bibliotecas públicas em algumas cidades. Sob essa ótica, segundo o levantamento de 2020 da FEBAB (Federação Brasileira de Bibliotecários), mais de 110 municípios não apresentam espaços gratuitos e coletivos para leitura. Nesse viés, percebe-se que, com o alto valor dos livros e com a ausência de recursos sem custos, o número de leitores diminui gradativamente. Diante disso, tornam-se indispensáveis novas políticas para melhorar o índice relatado.

Depreende-se, portanto, a relevância da popularização da leitura. Desse modo, cabe ao Ministério da Cultura, responsável pelas estruturas culturais, projetar, por meio de verbas governamentais, bibliotecas públicas nas localidades que não possuem, além de aprimorar os ambientes já existentes, a fim de ampliar as formas de acesso aos livros para todas as classes sociais. Logo, com as providências certas, todos poderão usufruir da literatura igualmente.