Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 26/03/2021

Segundo o crítico literário Northrop Frye, a máquina tecnologicamente mais eficiente que um homem jamais inventou é o livro. Para ele, a literatura é essencial na construção da imaginação humana, e o contato com os livros permite o acesso aos grandes pensamentos da história da humanidade. Analisando a reflexão e trazendo-a para o contexto da prática de leitura no Brasil, vê-se que esse ideal não é alcançado. O probelma ocorre tanto pela falta de incentivo dos pais e responsáveis, quanto pela introdução incorreta dos livros nas escolas. Destarte se faz necessária a discussão desses aspectos, visando compreender as razões que tornam essa problemática uma realidade no mundo contemporâneo.

A priori, é fulcral pontuar  a falta de incentivo da leitura pelos pais e responsáveis das crianças. No Brasil, eles acabam perpetuando tal problema, pois, analisando em grande escala, como não leem, seus filhos prolongarão nas gerações o desgosto pela leitura, até que haja algum interceptor. O incentivo pelos pais é essencial, são as figuras mais influentes na vida da criança, sendo a infância o momento em que mais desenvolverão o gosto pela prática da leitura. Cabe, portanto, aos pais e responsáveis que promovam as condições para que seus filhos se desenvolvam nessa prática fundamental.

Ademais, é imperativo ressaltar a introdução incorreta da leitura nas escolas como promotor do problema. Segundo o filósofo Mortmer Adler, há quatro níveis no processo de leitura: Elementar, inspecional, analítico e Sintópico, cumulativos entre si. Desses níveis, o Analítico seria utilizado já por alunos de ensino médio. Porém, constatou-se que a maioria desses alunos não conseguem realizá-lo, sendo um problema que se prolongará até o final de suas vidas. E, visto que a escola não promove o ensino correto da prática de leitura, os alunos, na esola, leem só no nível elementar, que é próprio da simples interpretação de texto, utilizada com a finalidade de realizar uma prova, agravando ainda mais o desgosto pela leitura. Logo, cabe a instituição de ensino, criar leitores analíticos, incentivando-os a buscar a leitura profunda, com gosto verdadeiro pela prática.

Portanto, é mister que os Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Dessarte, faz-se necessário que o ministério da educação e da cultura(MEC), por meio de verbas governamentais, invista no processo correto de introdução da leitura nas escolas, com aulas que ensinem a verdadeira arte de ler, dirigidas por professores capacitados, a fim de diminuir os problemas em relação a prática de leitura no Brasil. Pois só assim pode-se alcançar o ideal de uma população capacitada em seu imaginário, ativa na compreensão do pensamento humano.