Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 06/04/2021
Na obra cinematográfica “Matilda”, de 1996, avista-se a importância do hábito da leitura para o desenvolvimento entelectual da protagonista sob a negligência dos pais, assim como a constante luta desta personagem contra os obstáculos à paixão por livros. Analogamente, afora o contexto ficcional, percebe-se que o desafio para a implementação do ato de ler é norteador do declínio hodierno. Nesse viés, é oportuno destacar que tal problemática advém do descaso para com a obtenção de conhecimento aliado ao desprestígio à literatura, os quais têm como maior êmulo a cultura literária. Apreende-se, nessa conjuntura, que a indiferença para com a aquisição de conhecimento corrobora a banalização da leitura como hábito dispensável ao desenvolvimento racional da sociedade brasileira. Nesse sentido, vale ressaltar a invenção da imprensa, no período do Renascimento, como acontecimento essencial para o acesso à leitura em massa, bem como para a consequente propagação de aprendizado. Contudo, nota-se um flagrante entrave social ao transformar essa prática histórica em uma banalidade vigente ao impôr desafios para o desabrochar da leitura na contemporaneidade, os quais se exemplificam pela falta de políticas a favor da ação de ler somada às desigualdades educacionais.
Observa-se, ainda sob tal contexto, o desmerecimento do aprendizado como óbice para a difusão literária brasileira. Nessa perspectiva, é válido salientar que, de acordo com o escritor Monteiro Lobato, “Um país se faz de homens e livros”, ou seja, esse trecho referencia a importância da leitura na construção da identidade cultural na literatura. Entretanto, a sociedade contemporânea ainda não adota a prática de ler como essecial para o desenvolvimento intelectual e coletivo, a saber, por efeito do uso excessivo das redes sociais. Dessa maneira, constata-se que o acesso a livros é primordial para a evolução nacional.
À vista disso, urge, imperativamente, que a sociedade exija do governo, em especial do Ministério da Educação, a eficiência federal para com o crescimento do hábito da leitura, por meio da promoção de campanhas e de palestras a favor da busca por conhecimento. A população, portanto, deve se esforçar para que tal Ministério, responsável pelas diretrizes culturais e educacionais, efetive o acesso à leitura como direito fundamental, com o objetivo de erradicar os empecilhos a essa pratica revolucionária divergente ao embate social.