Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 13/04/2021

A Constituição federal de 1988 é a lei fundamental e suprema do Brasil. Ela assegura, no seu artigo 6°, o direito educação como essencial e fundamental a todo cidadão brasileiro. Porém, pode-se afirmar que tal prerrogativa não tem êxito em sua aplicação, tendo em vista que o acesso a leitura no país vem sendo dificultado. Portanto, isso impede que os cidadãos usufruam desse direito internacional na prática. Sob tal perspectiva, é imprescindível a discussão e superação desses impasses.                   Primordialmente, os estatutos relacionados à educação deveriam ser executados com eficácia no Brasil, em vez de ocorrerem de forma lenta ou serem postas de lado. Todavia, conforme a reforma tributária feita pelo Ministério da Economia, o livro irá ficar mais caro no Brasil, ou seja, os mais necessitados terão mais dificuldade de obter os livros para manter o hábito da leitura. Com isso, é possível afirmar que os desafios para a prática de leitura no Brasil, são motivados pela ausência governamental do país, o que se torna incabível de se assentir, por se tratar de um país garantidor de direitos sociais.

Ademais, destaca-se o enfraquecimento do Estado no que se refere à solução dos problemas da atual sociedade brasileira. Em vista disso, a cronista brasileira, Martha Medeiros, urdiu uma crítica em uma das suas obras, quando afirmou que “silenciamos aquilo que não queremos que venha à tona”. Sobre isso, pode-se inferir, em relação à pesquisa feita por Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro, onde diz que 44% da população não praticam a leitura no Brasil, que o poder público não dá a devida atenção ao problema para que não seja preciso lidar com os pormenores do imbróglio.

Diante do exposto, é necessário que medidas sejam tomadas com o intuito de se coibir o problema discorrido. Para que a leitura se torne uma prática para todos os cidadãos brasileiros, urge que o governo crie, por meio de verbas governamentais, novas bibliotecas públicas, onde os livros possam ser distribuídos gratuitamente para todos, principalmente para os cidadãos que não possuem condições para comprar livros caros, a fim de melhorar os direitos humanos. Espera-se, com isso, promover a prática da leitura no Brasil.